A capital paranaense foi palco, em 2026, de um evento que mescla cultura pop, entretenimento e responsabilidade social: a tradicional Zombie Walk. Milhares de participantes fantasiados de mortos-vivos tomaram o centro da cidade, começando na Praça Osório e seguindo em direção à Praça Santos Andrade. A manifestação anual atrai entusiastas de filmes de terror, adeptos da cultura nerd e fãs de caracterizações elaboradas, consolidando-se como um marco no calendário cultural da região.
O evento não se limitou apenas à caminhada temática, oferecendo uma programação diversificada que se estendeu pela manhã e tarde. Na Praça Osório, ponto de concentração inicial, o público pôde desfrutar de apresentações musicais com o DJ Fabian Munster, além de atrações visuais como os carros temáticos Zombinator e Destruction Blazer. Uma proposta criativa adicionada este ano foi a Kombi do Julian, que oferecia fotos reveladas instantaneamente, proporcionando aos participantes uma recordação única da experiência.
Este ano, a Zombie Walk trouxe uma novidade que elevou o nível de imersão e suspense: a Z-Maze. Montada na área de concentração, a atração funcionou como um labirinto do terror, com cenários detalhados, efeitos sonoros assustadores e personagens caracterizados para criar uma atmosfera de pânico. Essa iniciativa inédita, aberta ao público das 9h às 12h, adicionou um componente de adrenalina à celebração, atraindo aqueles que buscam experiências mais intensas.
A organização do evento demonstrou uma preocupação social notável. Durante toda a realização da Zombie Walk, um ponto de coleta foi instalado na Rua XV de Novembro. As doações arrecadadas foram destinadas ao Asilo São Vicente de Paulo, reforçando o compromisso do evento com a comunidade e promovendo a solidariedade entre os participantes e espectadores. Essa vertente social agrega valor à iniciativa, transformando um evento de entretenimento em uma oportunidade de apoio a instituições de caridade.
Uma Tarde de Música e Performances Culturais
A Praça Santos Andrade tornou-se o palco principal para as atrações musicais, que tiveram início por volta das 12h30. Bandas de rock como Conexão Capivara, Necrotério, Alice e o Raio, e Cat Storm apresentaram seus trabalhos, com destaque para o tributo à lendária banda Misfits pela banda Bruiser. O cenário musical foi complementado pela apresentação do músico ALLDKV, que trouxe o rap alternativo ao público, diversificando ainda mais o repertório.
As interrupções entre as apresentações musicais foram preenchidas com performances que celebraram a cultura e a arte. Um dos momentos mais aguardados foi a performance da dança de “Thriller”, coreografada pela Disco Dance Company, uma homenagem ao icônico clipe de Michael Jackson que certamente agradou aos fãs de todas as idades. Adicionalmente, foi apresentada a canção “O Bando da Meia-noite”, de André Caliman, parte do projeto multimídia “Roque – O Mascate”, que une música e histórias em quadrinhos, com lançamento previsto para o primeiro semestre de 2026.
A Importância da Zombie Walk no Cenário Cultural e Social
A Zombie Walk, em sua essência, transcende a mera diversão. Ela se estabelece como um importante vetor cultural, permitindo a expressão da criatividade e o compartilhamento de paixões por gêneros como o terror e a cultura pop. A capacidade de reunir um público tão diverso e engajado demonstra a relevância do evento para a identidade urbana de Curitiba, atraindo não apenas moradores locais, mas também visitantes.
Além do impacto cultural, a iniciativa de arrecadação de doações para o Asilo São Vicente de Paulo reforça o papel do evento como um agente de responsabilidade social. Ao associar o entretenimento a causas filantrópicas, a Zombie Walk incentiva a empatia e a ação comunitária, mostrando que é possível unir lazer e solidariedade de forma eficaz e inspiradora para a população.






