Universidade Federal do Paraná anuncia novas vagas de doutorado em pesquisa inovadora

🕓 Última atualização em: 30/03/2026 às 12:06

A diversidade e a inclusão ganham força em escolas públicas e comunidades periféricas através do projeto “Raízes Vivas”, uma iniciativa da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Lançado em 20 de março, o programa utiliza abordagens multifacetadas, que incluem literatura, esportes e mediação de conflitos, com o objetivo primordial de fortalecer juventudes negras. O projeto busca ativamente criar espaços de diálogo, promover o sentimento de pertencimento e combater as desigualdades históricas enfrentadas por esses grupos.

Coordenado pelo professor Lourival de Moraes Fidelis, o “Raízes Vivas” alinha-se ao Plano Nacional Juventude Negra Viva, uma importante política pública do Ministério da Igualdade Racial. O programa visa atuar diretamente em contextos escolares e comunitários, propondo soluções para ampliar oportunidades e enfrentar barreiras de exclusão.

A concepção do projeto, segundo o professor Fidelis, nasceu de uma análise profunda das realidades enfrentadas por estudantes negros, indígenas, LGBTQIA+ e pessoas com deficiência em escolas localizadas em áreas periféricas. Essa observação direta serviu de alicerce para a construção de um plano de ação focado na superação de conflitos direcionados a esses grupos.

Um Mosaico de Ações para a Transformação Social

Uma das frentes de atuação mais proeminentes é o Balaio Literário. Esta ação itinerante leva um acervo diversificado, focado em educação antirracista e direitos humanos, para as bibliotecas de escolas públicas de ensino médio. O objetivo é estimular o hábito da leitura e, simultaneamente, fomentar debates sobre temas cruciais como igualdade de gênero, racismo, diversidade sexual e outros marcadores sociais relevantes.

O acervo do Balaio Literário abrange a rica produção literária de comunidades negras, indígenas, quilombolas, LGBTQIA+, pessoas com deficiência e populações tradicionais brasileiras. Disponibilizado nas bibliotecas escolares, este material pode ser integrado a diversas disciplinas curriculares, enriquecendo o aprendizado e a reflexão dos estudantes. A iniciativa já alcança escolas no Vale do Ribeira e no litoral paranaense, expandindo seu impacto.

Outra vertente crucial do projeto é o Programa de Mediação de Conflitos. Voltado para estudantes do ensino médio, o programa introduz conceitos como justiça restaurativa e comunicação não violenta. As oficinas capacitam os jovens a gerenciar e resolver conflitos de maneira pacífica, visando a criação de um ambiente escolar mais seguro e colaborativo, especialmente em contextos onde discriminação racial e de gênero ainda são presentes.

O esporte também se revela uma poderosa ferramenta de inclusão. Através das oficinas de skate, o projeto promove a integração entre estudantes universitários e jovens de comunidades periféricas. Mais do que o aprendizado de manobras, o skate é apresentado como um espaço de protagonismo, disciplina e desenvolvimento de habilidades sociais, servindo como catalisador para a superação de preconceitos.

O professor Fidelis ressalta que todas essas ações, desde a literatura até o esporte, convergem para um propósito maior: demonstrar a diversidade positiva como um caminho para transcender preconceitos e construir uma sociedade mais justa e equitativa.

Impactos e o Fortalecimento de Vínculos Comunitários

Os resultados esperados do projeto “Raízes Vivas” vão além da esfera educativa, buscando gerar transformações concretas no cotidiano escolar e nas comunidades. A iniciativa almeja a construção de ambientes de convivência que celebrem e integrem as diferenças como elementos naturais e enriquecedores das relações humanas.

A formação de uma geração com referências antirracistas, anti-LGBTfóbicas e anticapacitistas é um dos pilares fundamentais do projeto. Ao expor os jovens a narrativas e vivências diversas, o “Raízes Vivas” contribui ativamente para a desconstrução de estereótipos e para a edificação de uma mentalidade mais aberta e inclusiva.

Adicionalmente, o projeto atua no fortalecimento do elo entre a UFPR e as comunidades do entorno, desmistificando a imagem da universidade como uma instituição distante e inacessível. A meta é demonstrar que o espaço acadêmico é um local de oportunidades e um aliado na busca por justiça social, encorajando os jovens a vislumbrar o ensino superior como um futuro possível.

A articulação do “Raízes Vivas” com o Plano Juventude Negra Viva é um exemplo de como iniciativas acadêmicas podem e devem dialogar com políticas públicas. Essa conexão garante que os esforços da universidade estejam alinhados com as prioridades nacionais, maximizando o alcance e a efetividade das ações voltadas para a juventude negra e outros grupos historicamente marginalizados, promovendo, assim, a verdadeira inclusão social.

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