A Universidade Federal do Paraná (UFPR) realizará, em 11 de fevereiro, o evento “Meninas nas Exatas”, em sua quarta edição, com o intuito de impulsionar e valorizar a presença feminina nas áreas de ciências exatas. A iniciativa, que coincide com o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, oferecerá uma programação diversificada ao longo do dia.
O campus do Centro Politécnico, em Curitiba, será palco das atividades entre 8h e 17h. A programação inclui projetos e intervenções planejadas para ocorrerem em diferentes espaços, além de palestras focadas em discussões sobre gênero, ciência e educação, abordando também o papel das mulheres na nanociência.
O público terá a oportunidade de participar de oficinas práticas que interligam saberes tradicionalmente separados. Exemplos incluem atividades que unem bordado à matemática, exploração de minifoguetes e introdução à impressão 3D.
A participação nas atividades exige inscrição prévia, realizada por meio de um formulário online. Escolas interessadas devem registrar seus grupos com um responsável. Há também a opção de se inscrever como voluntário para auxiliar na organização do evento.
A lista completa de palestras, oficinas e horários está disponível no site oficial do evento “Meninas nas Exatas”, permitindo que os interessados planejem sua participação.
O Papel das Instituições de Ensino Superior na Promoção da Equidade Científica
Eventos como o “Meninas nas Exatas” são cruciais para desmistificar a ideia de que carreiras em ciências exatas são intrinsecamente masculinas. Ao proporcionar um ambiente acolhedor e estimulante, a UFPR busca inspirar novas gerações de mulheres a explorarem seus talentos e interesses nessas áreas.
A iniciativa vai além de simplesmente apresentar atividades; ela visa criar uma rede de apoio e mostrar modelos de sucesso. A exposição a diferentes campos da ciência, desde a física até a química, pode despertar vocações adormecidas e fortalecer a autoconfiança das jovens participantes.
A programação contínua no Hall Poty, com o Planetário e jogos focados em mulheres nas ciências, assim como o estande do projeto SWE UFPR, reforça a mensagem de inclusão e protagonismo feminino em diversas frentes da pesquisa e desenvolvimento.
As oficinas no Hall da Biblioteca, como “FiBrA: Física, Brincando e Aprendendo”, e as atividades do UCPR – University Chapter PR, promovem a aprendizagem lúdica e a familiarização com conceitos complexos. A integração de jogos e práticas experimentais no aprendizado é uma estratégia pedagógica eficaz.
A ênfase em interseccionalidade, como proposta pelo projeto “M²TIE – Meninas e Mulheres na Tecnologia: uma agenda interseccional para equidade”, reconhece que a experiência das mulheres na ciência é moldada por diversos fatores sociais, como raça, classe e orientação sexual, buscando uma abordagem mais completa para a inclusão.
As atividades no Hall do Bloco PA, como “Arte e Matemática: juntando ideias e concretizando formas”, demonstram a beleza intrínseca da matemática e sua conexão com outras formas de expressão. A geometria tridimensional, por exemplo, é explorada de maneira a facilitar a compreensão espacial.
A inclusão da formação docente em matemática com a dança sugere uma abordagem inovadora para o ensino, integrando diferentes linguagens e estimulando a criatividade tanto de professores quanto de alunos. A interseção entre disciplinas muitas vezes tidas como distantes pode gerar novas percepções e métodos.
No Laboratório de Ressonância Magnética Nuclear (LabRMN) da Química, a atividade “Sinais que Inspiram o Futuro: protagonismo feminino na RMN” destaca a importância da pesquisa científica de ponta e o papel das mulheres nesse cenário. A ressonância magnética nuclear é uma técnica fundamental em diversas áreas da química e da biologia.
Desafios e Perspectivas para a Participação Feminina nas Ciências Exatas
Apesar dos avanços notáveis, a presença de mulheres em cargos de liderança e em áreas de pesquisa de alta relevância ainda enfrenta obstáculos significativos. A sub-representação feminina em posições de destaque pode perpetuar estereótipos e desencorajar novas vocações.
Políticas públicas e iniciativas institucionais como esta são essenciais para quebrar barreiras culturais e estruturais que ainda limitam o acesso e a permanência de mulheres nas áreas STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática). A conscientização é o primeiro passo para a mudança.
A continuidade de programas que incentivam meninas e mulheres na ciência é fundamental para a construção de um futuro mais equitativo e inovador. A diversidade de perspectivas enriquece o processo científico e acelera o progresso em todas as frentes do conhecimento.






