UFPR em Greve Servidores Exigem Resposta

🕓 Última atualização em: 02/03/2026 às 16:51

A paralisação dos servidores Técnico-Administrativos em Educação (TAEs) nas universidades federais do Paraná, iniciada em 3 de março de 2026, marca um momento de intensificação das reivindicações da categoria. A decisão, aprovada em assembleia geral extraordinária, abrange a Universidade Federal do Paraná (UFPR), a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA).

O movimento integra uma articulação nacional da Fasubra, federação que representa os TAEs em todo o país. A greve por tempo indeterminado visa pressionar o Governo Federal a cumprir pontos pendentes do acordo de greve anterior. Entre os temas centrais estão a carreira dos servidores, a definição da jornada de trabalho, o reposicionamento funcional e a melhoria das condições laborais.

A UFPR, em nota oficial, manifestou respeito ao direito constitucional à greve e compromisso em acompanhar os desdobramentos, mantendo o diálogo institucional com o Sinditest-PR e outras instâncias relevantes. A universidade, como instituição pública de ensino superior, tem seu funcionamento impactado por este tipo de mobilização, que afeta diretamente a oferta de serviços administrativos e de apoio.

## Desdobramentos e Foco nas Reivindicações Específicas

No Complexo Hospital de Clínicas (CHC) da UFPR, as demandas ganham contornos específicos. Os servidores reivindicam a efetiva implementação da chamada “Hora Ficta”, um mecanismo que busca a organização mais adequada da jornada de trabalho e uma compensação justa pelo tempo dedicado às atividades.

Adicionalmente, a categoria solicita a revisão dos adicionais de insalubridade, com o objetivo de que as condições reais de trabalho sejam devidamente reconhecidas. A prevenção e o combate ao assédio moral também figuram entre as pautas prioritárias, com exigências por políticas públicas eficazes de prevenção e responsabilização. A construção de um plano de saúde institucional que atenda às necessidades dos trabalhadores é outra demanda crucial.

Na UTFPR, a atenção recai sobre o cumprimento da Resolução 45/2021. Esta normativa estabelece a prioridade para a conclusão de processos de remoção e transferência interna antes da abertura de novos concursos públicos, visando a estabilidade e o aproveitamento dos servidores já existentes. Relatos de problemas estruturais em instalações da UTFPR também emergem, com servidores apontando falhas físicas e em equipamentos que comprometem as condições de trabalho.

Impacto das Demandas Nacionais e Perspectivas Futuras

Em âmbito nacional, a pauta dos TAEs defende a consolidação da jornada de 30 horas semanais, com manutenção e expansão da flexibilização, argumentando que isso pode otimizar o atendimento à população e as condições de trabalho. Outro ponto de destaque é a exigência da implementação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) para todos os servidores, incluindo aposentados e pensionistas.

A categoria expressa veemente rejeição à Reforma Administrativa e ao Projeto de Lei 6170/2025. A crítica se fundamenta na alegação de que o PL institui o RSC-TAE sem cumprir integralmente os acordos firmados em mobilizações anteriores, como a greve de 2024. A resistência a tais propostas se alinha à busca por valorização e reconhecimento da trajetória e qualificação dos servidores técnico-administrativos.

A continuidade das negociações entre o governo e as entidades representativas dos servidores será determinante para o desfecho desta greve. A pressão exercida pela mobilização nacional pode forçar avanços nas pautas apresentadas, impactando diretamente o funcionamento e a qualidade dos serviços oferecidos pelas instituições federais de ensino. A sociedade civil, em especial a comunidade acadêmica, acompanha atentamente esses desdobramentos.

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