Um projeto pioneiro na Universidade Federal do Paraná (UFPR) oferece um novo caminho para idosos diagnosticados com a doença de Alzheimer, buscando aprimorar a qualidade de vida através de atividades físicas regulares. Iniciativa voltada para a extensão e pesquisa, o programa visa combater os efeitos degenerativos da doença, promovendo bem-estar físico e cognitivo.
A proposta, que teve início em 2025, é coordenada pela professora Angelica Stein, ligada ao Departamento de Educação Física da instituição. O foco principal reside na aplicação de exercícios diversificados, que vão desde fortalecimento muscular e flexibilidade até atividades cardiovasculares e de coordenação motora.
Um dos pilares do programa é a inclusão de exercícios de dupla-tarefa. Essa abordagem combina ações motoras com demandas cognitivas simultâneas, simulando desafios do cotidiano e estimulando a mente de forma integrada ao corpo.
A literatura científica tem consistentemente apontado os benefícios da prática regular de exercícios para pessoas com Alzheimer. Estudos indicam não apenas a manutenção, mas, em alguns casos, a melhora das funções cognitivas, além de um impacto positivo na capacidade de realizar tarefas diárias.
Benefícios Amplos e Comprovados para Pacientes e Familiares
Além dos ganhos físicos e cognitivos diretos nos participantes, o projeto também observa um impacto significativo na rotina dos familiares e cuidadores. Relatos frequentes indicam uma redução no estresse e na sobrecarga associada ao cuidado, bem como uma melhora na dinâmica do convívio social.
Esses efeitos positivos nos pacientes são atribuídos a mecanismos biológicos impulsionados pela atividade física. O exercício atua diretamente na plasticidade encefálica, a capacidade do cérebro de se adaptar e formar novas conexões neurais, um processo crucial para mitigar a progressão da doença.
A pesquisa também destaca a diminuição do risco de quedas, um dos grandes receios para essa população, e a melhora em distúrbios de comportamento frequentemente associados à condição. A abordagem multifacetada busca, portanto, um cuidado integral.
Para ter acesso ao projeto, é necessária a presença de um cuidador ou familiar acompanhando o idoso. Uma avaliação funcional inicial detalhada é realizada, exigindo a apresentação de um documento que comprove o diagnóstico da doença de Alzheimer.
As sessões de treinamento ocorrem duas vezes por semana, às segundas e quartas-feiras, no período da manhã, das 10h às 11h. O local é a sala de projetos do Departamento de Educação Física, situada no segundo andar do campus Politécnico da UFPR.
Como Participar e Se Informar Sobre o Projeto AtivaMente
Aqueles que se interessarem em inscrever um ente querido no projeto podem obter mais informações através de contato direto. O canal de comunicação principal é via WhatsApp, no número (41) 98840-4351.
Adicionalmente, o projeto mantém presença em redes sociais, com atualizações e informações disponíveis na página oficial no Instagram. A iniciativa se configura como um modelo de intervenção que alia ciência, extensão universitária e impacto social direto.






