UFPR anuncia novas oportunidades de bolsas de estudo para estudantes

🕓 Última atualização em: 24/03/2026 às 15:58

A Universidade Federal do Paraná (UFPR) deu um passo significativo na democratização e ampliação de suas atividades de extensão. Recentemente, o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) aprovou uma nova norma que permite aos servidores técnico-administrativos em educação (TAEs) atuarem como orientadores de alunos em projetos extensionistas. Anteriormente, essa função era exclusiva de docentes, o que representava um gargalo para o desenvolvimento de diversas iniciativas.

Esta mudança regulatória, que detalha as diretrizes do Programa Bolsa Extensão, reconhece formalmente a expertise e a capacidade pedagógica dos profissionais TAEs. Eles já vinham coordenando ações de extensão, mas a nova resolução confere a eles a plenitude da função de orientação, abrindo novas frentes de colaboração e aprendizado.

A proposta, encaminhada pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proec) e relatada pela professora Iara Maria Bruz, visa otimizar o funcionamento das atividades extensionistas, reconhecendo a densidade técnica e acadêmica dos servidores administrativos.

O coordenador de extensão da Proec, professor Rodrigo Mengarelli, destacou a importância da atualização. Ele enfatiza que a inclusão dos TAEs como orientadores está em consonância com as demandas atuais e com a necessidade de reconhecer suas contribuições para a formação discente.

Segundo Mengarelli, a nova norma funciona como uma “engrenagem que destrava fluxos e reduz gargalos”, ampliando a capacidade institucional de resposta às necessidades sociais e acadêmicas. Isso significa um processo mais ágil e eficiente para a execução de projetos que visam impactar positivamente a sociedade.

Reconhecimento e Novas Responsabilidades

A inclusão dos TAEs como orientadores não é apenas um reconhecimento formal, mas também estabelece um conjunto de atribuições claras. Essas responsabilidades incluem a participação ativa na seleção de bolsistas de extensão, o acompanhamento e a condução da execução dos planos de trabalho dos alunos.

Além disso, os novos orientadores deverão monitorar de perto as atividades desenvolvidas pelos discentes, garantindo que os objetivos do projeto sejam atingidos. A comunicação formal com a Coordenadoria de Extensão e a coordenação do programa ou projeto sobre substituições ou cancelamentos de bolsas também faz parte do escopo.

Para assumir a função de orientação, o servidor deve estar em efetivo exercício na UFPR. É exigido que possua licenciatura ou pós-graduação em área correlata à educação, ou títulos de mestrado ou doutorado, além de vínculo comprovado com um programa ou projeto de extensão ativo na universidade.

Esses requisitos garantem que os orientadores possuam a qualificação necessária para guiar os estudantes, promovendo uma experiência de aprendizado enriquecedora e alinhada aos propósitos da extensão universitária. A participação em eventos como o ENEC/SIEPE, onde projetos de pesquisa e extensão são apresentados, também é um componente fundamental dessa nova dinâmica.

Impacto na Missão Pública da Universidade

A expectativa com a nova resolução é clara: gerar uma maior fluidez e eficiência na política de extensão da UFPR. Ao incorporar mais profissionais qualificados no processo de orientação, a universidade fortalece sua missão pública e sua capacidade de gerar impacto social relevante.

A extensão universitária, em sua essência, busca conectar o conhecimento produzido no ambiente acadêmico com as necessidades da sociedade. A ampliação do quadro de orientadores contribui diretamente para a diversidade e a abrangência dos projetos desenvolvidos, alcançando um número maior de pessoas e comunidades.

“A nova resolução não apenas atualiza normas: ela redefine possibilidades. É o tipo de ajuste que, silenciosamente, amplia horizontes — tanto para quem orienta quanto para quem aprende”, conclui o professor Mengarelli. Esta reformulação regulatória é um indicativo da busca contínua da UFPR por modelos mais inclusivos e dinâmicos em suas atividades de extensão.

O reconhecimento do papel dos TAEs como agentes fundamentais no processo formativo dos estudantes é um avanço importante. Ele não só otimiza a gestão de projetos, mas também enriquece a experiência de aprendizado dos discentes, preparando-os de forma mais completa para os desafios futuros e para o exercício da cidadania ativa.

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