Trilha clandestina no Pico Paraná é fechada e riscos são alertados aos aventureiros

🕓 Última atualização em: 07/04/2026 às 14:15

A recente fiscalização do Instituto Água e Terra (IAT) resultou no fechamento de uma trilha clandestina que permitia o acesso ilegal ao Parque Estadual Pico Paraná. A rota irregular, localizada em área adjacente à unidade de conservação, conectava os municípios de Campina Grande do Sul e Antonina, no Paraná. O responsável pela área foi autuado com três autos de infração ambiental, totalizando R$ 23 mil, por crimes como facilitar acesso não regulamentado, desrespeitar embargo e dificultar a fiscalização.

Essa descoberta ocorreu durante uma força-tarefa intensiva realizada entre 24 e 31 de março, que visou a fiscalização de diversas Unidades de Conservação (UCs) no estado. O objetivo principal foi coibir práticas que colocam em risco tanto os visitantes quanto a integridade ambiental dessas áreas protegidas.

Além das multas aplicadas, a equipe do IAT procedeu com o bloqueio físico da trilha clandestina e instalou sinalização para direcionar os visitantes às entradas oficiais. A iniciativa faz parte de um plano de intensificação da fiscalização no entorno e dentro das UCs paranaenses ao longo deste ano.

Impacto da Ação de Fiscalização e Segurança em Parques

O coordenador da força-tarefa, Antônio Carlos Cavalheiro Moreto, destacou a importância de orientar os turistas para evitar que sejam induzidos a utilizar rotas não autorizadas. Essa prática, como no caso do Pico Paraná, pode levar a situações de perigo e a multas significativas.

Para garantir a visitação segura e legal, o IAT solicita informações essenciais aos visitantes, como dados pessoais, contatos de emergência e horário de início da visita. Ao final do passeio, é crucial que o turista retorne à base para “fechar” seu registro, permitindo um controle eficaz das entradas e saídas.

Esses procedimentos são especialmente relevantes em unidades de conservação montanhosas, como o Pico Paraná, que têm registrado um aumento expressivo de visitação. Nos últimos cinco anos, o número de visitantes nessas áreas cresceu mais de 93,7%, tornando fundamental a adoção de medidas rigorosas de segurança.

Em locais como o Pico Paraná, é exigida a apresentação de informações adicionais, incluindo dados sobre saúde e preparo físico dos aventureiros. A comprovação de experiência em ambientes montanhosos e a posse de equipamentos de segurança, como lanternas e apitos, são igualmente importantes.

O descumprimento dessas exigências pode comprometer a eficácia das ações de resposta em casos de emergência e resultar em penalidades. Conforme o decreto federal 6.514/2008, condutas em desacordo com as regulamentações das UCs podem acarretar multas que variam de R$ 500 a R$ 10 mil.

O IAT reforça seu compromisso com a preservação ambiental e a segurança dos frequentadores. Ações como a realizada no Pico Paraná são emblemáticas do esforço contínuo para garantir que a exploração turística dessas áreas ocorra de forma responsável e sustentável.

O Pico Paraná: Um Destino de Aventura e Biodiversidade Sob Proteção

O Parque Estadual Pico Paraná é um complexo ambiental de grande relevância, abrigando o ponto mais alto da região Sul do Brasil, com 1.877,39 metros de altitude. A unidade de conservação, composta por cinco picos e um morro, atrai um público diversificado de aventureiros e montanhistas, que enfrentam trilhas que variam de 3,5 a 10 quilômetros.

A rica biodiversidade do parque é um dos seus maiores tesouros. A vegetação nativa inclui uma ampla variedade de espécies, desde arbustos e xaxins até árvores com mais de 30 metros de altura. A fauna é igualmente impressionante, com mais de 71 espécies registradas, incluindo mamíferos como bugios, quatis e espécies ameaçadas de extinção, como a onça-pintada e a suçuarana.

O parque opera com uma base de atendimento disponível 24 horas, garantindo suporte contínuo aos visitantes. A gestão busca equilibrar o acesso e a visitação com a proteção rigorosa dos ecossistemas sensíveis e das espécies que ali habitam.

O IAT tem empreendido esforços contínuos para coibir acessos irregulares. Em fevereiro, durante o Carnaval, uma operação conjunta com o Corpo de Bombeiros e a Polícia Ambiental orientou 300 visitantes sobre as medidas de segurança. No mês seguinte, outra ação resultou na multa de 15 pessoas por utilizarem trilhas clandestinas, evidenciando a persistência na fiscalização e na aplicação das normas ambientais.

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