Temporal inunda Curitiba e deixa rastro de 435 toneladas de lixo

🕓 Última atualização em: 05/02/2026 às 18:50

As fortes chuvas que assolaram Curitiba no início de fevereiro deixaram um saldo de centenas de toneladas de resíduos espalhados pela cidade. A mobilização das equipes da prefeitura resultou na coleta de aproximadamente 435,40 toneladas de lixo e detritos em um único dia, evidenciando a dimensão dos estragos causados pelo temporal.

A operação de limpeza abrangeu todas as dez regionais do município, com a participação ativa das secretarias do Meio Ambiente e de Obras Públicas. O objetivo principal foi mitigar os danos e restabelecer a normalidade o mais rápido possível.

Bairros como Alto Boqueirão e Xaxim foram prioritários nas ações. No Alto Boqueirão, por exemplo, foram recolhidas quase 30 toneladas de material, com o emprego de oito caminhões e 24 coletores. No Xaxim, a quantidade recolhida foi de cerca de 5,5 toneladas, com apoio de seis coletores e dois caminhões.

A remoção de objetos de grande porte, como móveis e colchões, danificados pela água, também fez parte das tarefas. Além disso, equipes atuaram na retirada de árvores e galhos que cederam à força dos ventos, com relatos de ocorrências em diversas áreas da capital paranaense.

A complexidade da gestão de resíduos em eventos climáticos extremos

O superintendente de Controle Ambiental, Ibson Gabriel Martins de Campos, ressaltou a importância da colaboração popular na gestão de resíduos, especialmente em cenários de chuvas intensas. “O descarte dos resíduos jamais deve ser feito em finais de rua, terrenos baldios ou rios. O correto é deixar para que a estrutura pública realize o recolhimento”, pontuou, enfatizando a necessidade de atenção especial a áreas com risco de alagamento.

A secretaria de Obras Públicas (Smop) reportou a coleta de cerca de 400 toneladas de entulhos, resíduos vegetais e lixos acumulados em rios, córregos e sistemas de drenagem. A obstrução desses canais por materiais sólidos compromete significativamente o escoamento da água, intensificando os alagamentos e os danos a infraestruturas urbanas.

Em resposta à emergência, uma força-tarefa foi estabelecida por determinação do prefeito Eduardo Pimentel, reunindo diversas secretarias e órgãos municipais desde a noite anterior ao temporal. A Defesa Civil, a Fundação de Ação Social (FAS), equipes de Trânsito e as administrações regionais integram os esforços para responder às demandas da população e minimizar os impactos.

As frentes de trabalho envolvem ações de desobstrução de bocas de lobo, galerias pluviais e córregos, além da retirada de entulhos e materiais diversos. Vistorias em áreas consideradas de risco e monitoramento constante de pontos vulneráveis também compõem o plano de contingência.

Medidas preventivas e o papel da comunidade

A gestão pública da cidade enfatiza a necessidade de ações preventivas por parte dos cidadãos para mitigar os danos causados pelas chuvas. A limpeza regular de calhas, ralos e condutores de água é fundamental para garantir o livre escoamento e evitar infiltrações.

O descarte inadequado de lixo nas ruas, terrenos baldios ou cursos d’água é apontado como um dos principais fatores que contribuem para o entupimento das redes de drenagem, elevando o risco de enchentes. A conscientização sobre a preservação dos rios e a denúncia de descarte irregular, por meio dos canais de atendimento ao cidadão como o 156, são medidas cruciais.

A manutenção de estruturas como telhados e a atenção a sinais de instabilidade em encostas e margens de rios são igualmente importantes. A população é encorajada a evitar construções em áreas de risco e a reportar qualquer sinal de perigo às autoridades competentes, promovendo a prevenção coletiva.

Em situações de alagamentos, a recomendação é clara: evitar atravessar ruas e rios com fluxo de água intenso, pois mesmo uma fina camada de água pode representar um perigo significativo. O acompanhamento de alertas meteorológicos e a comunicação entre vizinhos para ações conjuntas fortalecem a resiliência comunitária.

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