Suspeito de feminicídio preso em igreja Paraná

🕓 Última atualização em: 06/02/2026 às 18:20

Um homem de 59 anos foi preso temporariamente em Carambeí, nos Campos Gerais do Paraná, sob suspeita de ter cometido o feminicídio de Júlia Batista Gonçalves, de 33 anos. O crime teria ocorrido no dia 25 de janeiro, e a vítima foi encontrada sem vida na Estrada do Areião.

A investigação policial foi deflagrada imediatamente após a descoberta do corpo. A Polícia Científica, acionada para perícia no local, confirmou, através de laudos preliminares, que a causa da morte foi asfixia mecânica.

Durante as fases iniciais da apuração, o indivíduo em questão tentou construir um álibi, alegando estar em um culto religioso em Ponta Grossa no momento do ocorrido. Contudo, a análise de imagens de câmeras de segurança e o cruzamento de dados temporais desmentiram sua versão.

Registros indicam que o suspeito teve um encontro com a vítima ainda viva por volta das 19h. Pouco mais de uma hora depois, às 20h39, seu veículo foi capturado por câmeras de vigilância em uma estrada que leva à localidade de Areião.

A complexidade do caso e a confissão

Cerca de vinte minutos após seu veículo ser flagrado na estrada, moradores da região encontraram o corpo de Júlia Batista Gonçalves. A cronologia dos eventos levanta sérias dúvidas sobre a narrativa apresentada pelo suspeito, que posteriormente confessou o crime.

Em seu depoimento, o homem admitiu o relacionamento de aproximadamente cinco meses com a vítima e relatou uma discussão que teria culminado em agressão. Ele alegou ter agido em legítima defesa após Júlia ter pego uma faca, apertando o pescoço dela.

A polícia detalhou que, após o ato fatal, o suspeito teria colocado o corpo de Júlia e o filho dela, um bebê de apenas 11 meses, em seu automóvel, antes de abandonar a vítima na estrada rural. A ação aponta para uma tentativa de ocultação e manipulação da cena do crime.

A prisão temporária, com duração inicial de 30 dias, foi requerida pela Polícia Civil e deferida pelo Poder Judiciário. O objetivo é assegurar a continuidade das investigações, prevenir a destruição de evidências e garantir que o suspeito permaneça à disposição da justiça.

Um mandado de busca e apreensão foi cumprido na residência do investigado. Foram apreendidos um aparelho celular e o veículo que, segundo as investigações, teria sido utilizado para transportar o corpo da vítima e seu filho.

O combate à violência de gênero e o papel da denúncia

O homem foi encaminhado ao sistema penitenciário e aguarda os desdobramentos legais. As autoridades ressaltam o compromisso contínuo no combate à violência contra a mulher, destacando a importância da colaboração da sociedade.

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) enfatiza que informações que possam auxiliar nas investigações são cruciais. Denúncias anônimas podem ser realizadas através dos canais oficiais: o telefone 197 da própria PCPR ou o 181, serviço de Disque-Denúncia.

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *