Sexta-feira Santa reúne mais de 20 mil fiéis na Igreja do Perpétuo Socorro em Curitiba veja fotos e vídeo

🕓 Última atualização em: 03/04/2026 às 19:35

A Sexta-Feira Santa, dia de profunda reflexão para milhões de brasileiros, foi marcada por eventos religiosos em todo o país. Em Curitiba, o Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no Alto da Glória, registrou a presença de mais de 20 mil fiéis ao longo do dia, culminando na tradicional celebração da Paixão do Senhor e na procissão do Senhor Morto. A mobilização expressiva reforça a importância cultural e espiritual da data para a sociedade.

A programação se estendeu por todo o dia, com momentos de adoração e oração. O ponto alto para muitos foi a celebração realizada às 15h, horário simbólico em que, tradicionalmente, se rememora o momento da crucificação de Jesus Cristo. Este ritual, repleto de simbolismo religioso, atrai anualmente um grande número de devotos.

Posteriormente, a procissão do Senhor Morto percorreu as ruas adjacentes ao santuário. Mais de 6 mil pessoas caminharam em silêncio e sob forte comoção, carregando a imagem de Cristo morto. Essa manifestação pública de fé demonstra o engajamento da comunidade nas tradições religiosas locais.

O Padre Joaquim Parron, missionário redentorista responsável pelo santuário, destacou a relevância da participação dos fiéis. Ele ressaltou que a grande afluência de público é um indicativo de uma fé viva e de um desejo coletivo de vivenciar a data com profundidade espiritual. A observação do padre aponta para a resiliência das práticas religiosas em um contexto social em constante transformação.

A dimensão social e simbólica da Sexta-Feira Santa

Além do seu significado intrínseco para a fé cristã, a Sexta-Feira Santa transcende o âmbito religioso e se configura como um importante elemento da identidade cultural brasileira. A data mobiliza diferentes setores da sociedade, influenciando o comportamento social, o turismo religioso e até mesmo a economia em algumas regiões.

A ampla participação nas celebrações, como a observada em Curitiba, revela a força dos laços comunitários e a busca por momentos de introspecção e renovação espiritual. Esses eventos funcionam como pontos de encontro e reafirmação de valores compartilhados, fortalecendo o tecido social.

A transmissão intergeracional de práticas religiosas, como as procissões e celebrações específicas da Sexta-Feira Santa, garante a continuidade dessas tradições. Famílias inteiras se reúnem, transmitindo ensinamentos e vivências para as novas gerações, perpetuando o legado cultural e religioso.

O papel das políticas públicas na valorização e preservação do patrimônio cultural religioso

Eventos de tamanha magnitude e significado cultural, como as celebrações da Sexta-Feira Santa, demandam atenção das políticas públicas. A organização e segurança de grandes aglomerações de pessoas, por exemplo, exigem um planejamento coordenado entre órgãos públicos e as instituições religiosas.

A preservação do patrimônio histórico e arquitetônico dos santuários e igrejas, onde ocorrem essas manifestações, é outro ponto crucial. Investimentos em restauração e manutenção não apenas conservam a história, mas também garantem a viabilidade desses espaços para as futuras celebrações e para o turismo religioso, que pode gerar benefícios econômicos significativos para as cidades.

Ademais, o reconhecimento da importância cultural e religiosa dessas datas pode se traduzir em políticas de fomento ao turismo religioso e à valorização das manifestações culturais associadas. O Estado, ao apoiar e facilitar a realização desses eventos, contribui para a diversidade cultural e para a manutenção de tradições que moldam a identidade nacional, sem, contudo, ferir o princípio da laicidade.

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