Postes tombam em acidentes Paraná

Postes tombam em acidentes Paraná

🕓 Última atualização em: 12/01/2026 às 08:53

A infraestrutura de iluminação pública no Paraná enfrenta um desafio persistente e dispendioso: a derrubada de postes em decorrência de acidentes de trânsito. Nos últimos cinco anos, a média anual de substituição desses equipamentos ultrapassou a marca de 3,6 mil unidades, com 2025 registrando 3.607 postes substituídos devido a colisões veiculares.

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Este cenário aponta para um problema que, embora tenha apresentado uma leve redução em 2025 em comparação com anos anteriores, como 3.700 em 2024 e 3.757 em 2023, ainda representa uma frequência alarmante, com praticamente dez incidentes diários.

A frequência desses acidentes configura-se como uma das principais causas externas de interrupção no fornecimento de energia elétrica no estado. Os impactos transcendem o âmbito da infraestrutura, afetando motoristas, consumidores e a sociedade como um todo. Os custos associados à reposição de cada poste variam significativamente, dependendo de sua tipologia e dos equipamentos que o guarnecem. Em 2025, o valor médio cobrado ao responsável pela colisão foi de R$ 5,5 mil por unidade.

O gerente de projetos da Copel, Rafael Radaskievcz, enfatiza a gravidade da situação. “Esses acidentes continuam acontecendo em grande número”, alerta. Ele ressalta que, embora a responsabilidade financeira recaia sobre quem causa o dano, o prejuízo coletivo é inegável, envolvendo não apenas a falha no fornecimento de energia, mas também os riscos à integridade física de motoristas, passageiros e pedestres.

A resposta a cada incidente demanda uma ação imediata das equipes técnicas da Copel. O protocolo envolve o isolamento da área afetada, a substituição do poste danificado, a recomposição das redes de energia e, por fim, a religação dos consumidores. O tempo médio para a conclusão desses procedimentos é de aproximadamente quatro horas, podendo se estender em casos de avarias mais severas ou em função de condições de segurança específicas do local. Em áreas rurais, onde o acesso com maquinário é mais complexo, o tempo de deslocamento das equipes agrava o cenário.

A empresa tem investido em automação da rede, uma estratégia que tem contribuído para minimizar o número de clientes afetados por essas ocorrências. Contudo, a conscientização dos motoristas sobre os riscos envolvidos permanece como um ponto crucial na prevenção desses incidentes.

Variações Regionais e Impactos Específicos

Em termos de números absolutos, grandes centros urbanos como Curitiba, Londrina e São José dos Pinhais figuram no topo do ranking estadual de ocorrências. No entanto, ao se analisar a proporção de acidentes em relação à população, municípios de menor porte, como Ortigueira, Reserva e Tibagi, apresentam índices preocupantes, evidenciando que o problema não se restringe às metrópoles.

Um episódio recente em Curitiba ilustra a dinâmica desses acidentes: um caminhão-caçamba, com a caçamba erguida, atingiu e derrubou dez postes de energia em um único incidente. O motorista teria causado o acidente ao sair de um terreno nas proximidades, demonstrando a importância da atenção a elementos elevados durante a condução, especialmente de veículos de grande porte.

A Copel emite um alerta fundamental de segurança: em situações de acidente onde cabos de energia estejam em contato com o veículo ou espalhados pelo chão, a orientação é permanecer dentro do automóvel e contatar imediatamente a concessionária pelo número 0800 51 00 116. Em cenários de emergência que exijam a saída imediata do veículo, recomenda-se que os ocupantes abandonem o automóvel com os pés juntos e se afastem em pequenos saltos. Esta medida visa mitigar o risco da chamada *tensão de passo*, um perigo iminente em ambientes com fiação elétrica energizada no solo.

A Ameaça Adicional dos Eventos Climáticos Extremos

É importante notar que os acidentes de trânsito não são os únicos vilões da infraestrutura elétrica paranaense. Os temporais, com sua força destrutiva, também representam uma ameaça significativa, capazes de causar danos extensos à rede de energia. Em 2023, por exemplo, o estado vivenciou 24 temporais de grande magnitude, resultando na quebra de 5.637 postes, uma média alarmante de 15 unidades por dia.

A dimensão do reparo necessário após tais eventos é comparável à construção de uma nova rede de aproximadamente 320 quilômetros de extensão. Em todos os casos de risco iminente, como a queda de fios da rede elétrica, a prioridade absoluta é a segurança das pessoas. A recomendação é jamais tocar nos fios, isolar imediatamente a área e acionar os canais de emergência da Copel sem demora.

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