Porto de Paranaguá 162 Anos História Viva

🕓 Última atualização em: 01/02/2026 às 19:43

Com 162 anos de história, a Rocha Terminais Portuários e Logística, originária de Paranaguá (PR), consolida sua relevância no setor logístico brasileiro. Fundada em 1864, a empresa acompanhou e moldou as transformações na infraestrutura portuária e no comércio exterior do país ao longo de mais de um século, adaptando-se a novas demandas e tecnologias.

Inicialmente focada no transporte de produtos básicos como madeira, erva-mate e fósforo, a Rocha, então Rocha S.A. Indústria, Comércio e Navegação, operava em uma era onde o Brasil dava os primeiros passos na estruturação de suas rotas comerciais internas e internacionais.

Um divisor de águas na trajetória da companhia ocorreu em 1922, quando a administração passou para a família Cominese. Essa transição marcou o início de um legado de continuidade e expertise familiar que perdura até hoje, fundamental para a solidez e visão de longo prazo da empresa.

A virada do século XX para o XXI trouxe consigo um ritmo acelerado de mudanças, impulsionado pelo crescimento do agronegócio e do comércio exterior. A Rocha demonstrou sua agilidade ao expandir significativamente sua atuação nos serviços de movimentação e armazenagem de diversos tipos de cargas.

A especialização em granéis sólidos e líquidos, assim como em cargas industrializadas e de projeto, tornou a empresa um player estratégico na cadeia logística nacional. Essa diversificação permitiu atender tanto as demandas de importação quanto as de exportação, consolidando sua presença em diversos segmentos.

O Papel Estratégico de Aquisições e Parcerias

A década de 2010, em particular, foi marcada por uma estratégia agressiva de fusões e aquisições (M&A). A Rocha intensificou sua expansão territorial, adquirindo participações relevantes em terminais portuários importantes, como a Cattalini Terminais Marítimos, especializada em granéis líquidos, e a FullPort, em São Francisco do Sul (SC).

Essa movimentação consolidou a empresa como uma holding de ativos operacionais, ampliando sua capilaridade geográfica e fortalecendo sua oferta de soluções logísticas integradas. A aquisição da COPI, no Porto de Itaqui (MA), exemplifica essa estratégia de diversificação e fortalecimento regional.

A estrutura da Rocha em Paranaguá, berço da empresa, é um exemplo de modernidade e eficiência. O terminal, referência na importação de fertilizantes, conta com armazéns alfandegados, sistemas automatizados de esteiras e acesso ferroviário direto, otimizando o fluxo de mercadorias.

No segmento de granéis líquidos, a operação por meio da Cattalini estabeleceu o maior terminal privado da América Latina, destacando-se pela escala, eficiência e rigorosos padrões de segurança operacional.

Atualmente, a presença da Rocha se estende por seis estados brasileiros, incluindo sua sede administrativa em Curitiba (PR), e operações em São Francisco do Sul (SC), Rio Grande (RS), Itaqui (MA) e Palmeirante (TO), conectando importantes polos produtores aos mercados global e doméstico.

Um Olhar para o Futuro e a Sustentabilidade Logística

A empresa mantém um compromisso contínuo com a inovação e a melhoria de processos. Em 2025, a conclusão da ampliação das correias transportadoras em Paranaguá representou um avanço significativo na produtividade e na eficiência dos acessos aos berços de atracação.

O planejamento para 2026 inclui o início das operações no Porto de Santana (AP), resultado de um leilão de arrendamento em 2025. A entrada na região Norte sinaliza uma nova fase de expansão nacional e o reforço do chamado Arco Norte, um eixo logístico crucial para o desenvolvimento econômico do país.

A longevidade da Rocha é atribuída à sua capacidade de aliar a tradição à visão de futuro. Investimentos em infraestrutura, tecnologia e capital humano, sem jamais perder de vista os valores que a originaram em 1864, permitem que a empresa continue a se adaptar aos ciclos da logística nacional.

A Rocha Terminais Portuários e Logística segue em constante movimento, uma empresa que nasceu no século XIX e atravessou diversas transformações tecnológicas e econômicas, chegando ao século XXI como um elo vital na complexa rede logística que sustenta a economia brasileira, conectando passado, presente e futuro.

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