Uma fissura identificada na estrutura de uma ponte na BR-376, em Ponta Grossa, região dos Campos Gerais do Paraná, gerou repercussão nas redes sociais. A Motiva Paraná, empresa responsável pela administração do lote rodoviário em questão, assegura que a situação não representa perigo para os usuários da via.
A concessionária detalha que o aparente “degrau” na pista é, na verdade, uma característica construtiva inerente à ponte. Trata-se de uma junta de dilatação, resultado da união de duas seções distintas da estrutura antes mesmo do início da atual concessão.
O concreto visível sob a rodovia não é um sinal de deterioração, mas sim parte da junta de dilatação que foi, segundo a empresa, reconstruída. Essa intervenção visava evitar a necessidade de um aterro complexo, uma solução que já existia antes da concessão atual.
A Motiva Paraná afirma que o desnível encontrado é de ordem construtiva e não indica qualquer dano estrutural. A empresa declarou que o local tem sido monitorado desde maio de 2025 e que a condição da ponte permanece estável, sem alterações significativas.
A supervisão e a competência dos órgãos reguladores
A gestão e a manutenção de rodovias concedidas são regidas por contratos que definem as responsabilidades de cada parte. No caso de obras e reparos em trechos sob concessão, a responsabilidade primária recai sobre a empresa concessionária.
Tanto o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) quanto o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) confirmaram essa prerrogativa. Ambos os órgãos esclareceram que a competência para a manutenção integral e a execução de quaisquer reparos necessários nas rodovias concedidas são exclusivas das concessionárias.
Isso significa que, em casos como o da ponte na BR-376, a Motiva Paraná é a entidade encarregada de avaliar, monitorar e executar as ações corretivas, caso sejam consideradas necessárias, mesmo que a situação atual seja considerada estável.
A importância do monitoramento e da comunicação transparente
A divulgação de imagens da fissura, que se espalharam rapidamente pelas redes sociais, evidencia a necessidade de uma comunicação clara e proativa por parte das concessionárias e dos órgãos públicos. A transparência na informação é crucial para evitar pânico e desinformação entre a população.
Embora a concessionária tenha garantido a segurança da via, a percepção de risco criada pelas imagens exige explicações detalhadas e acessíveis. A contextualização técnica sobre juntas de dilatação e características construtivas é fundamental para que o público compreenda a natureza da situação.
O monitoramento contínuo de estruturas rodoviárias é uma prática essencial para a garantia da segurança viária. A atuação das concessionárias neste sentido é uma contrapartida da concessão, e a informação sobre os resultados desse monitoramento deve ser divulgada de forma periódica e clara, fortalecendo a confiança pública na infraestrutura.






