Pico Paraná Multa 15 Visitantes Irregulares

🕓 Última atualização em: 17/03/2026 às 12:49

Uma operação de fiscalização realizada no Parque Estadual Pico Paraná resultou na aplicação de multas a 15 visitantes por acesso irregular em apenas um dia. A ação, conduzida pelo Instituto Água e Terra (IAT) em parceria com o Batalhão de Polícia Ambiental do Paraná, visa coibir a entrada de pessoas na unidade de conservação sem o devido registro, uma exigência para garantir a segurança e o controle da visitação.

Durante a ação no último sábado, fiscais abordaram um grupo de 35 pessoas na trilha que leva ao cume do parque. Deste total, 15 foram autuadas por não terem passado pela base do IAT para preencher o cadastro obrigatório, procedimento fundamental para o ingresso na área protegida.

Cada infração gerou um Auto de Infração Ambiental (AIA) no valor de R$ 2 mil, totalizando R$ 30 mil em multas aplicadas durante o período da operação. A medida reforça a importância do cumprimento das normas estabelecidas para a preservação do parque e a segurança dos seus frequentadores.

A legislação estadual determina que todos os visitantes devem se apresentar nas bases do IAT localizadas nas entradas do parque antes de iniciar qualquer atividade. É necessário fornecer dados pessoais, informações de contato, contatos de emergência e o horário previsto de início da visitação.

Ao final do passeio, o retorno à base é igualmente essencial para o registro de saída, completando o ciclo de controle. Este processo administrativo, embora possa parecer burocrático, é um componente vital para a gestão eficaz da unidade de conservação.

Conforme explicou a chefe do Parque Estadual Pico Paraná, Marina Rampim, o cadastro não se limita a uma exigência formal. Ele serve como uma ferramenta primordial para a segurança dos visitantes em situações de emergência, facilitando a coordenação de resgates e o acionamento de equipes especializadas.

Ademais, as informações coletadas são cruciais para o planejamento estratégico futuro da unidade. Elas permitem ao IAT dimensionar a capacidade de carga, identificar picos de visitação e direcionar recursos para melhorias na infraestrutura e nos serviços oferecidos, garantindo a sustentabilidade da conservação.

A obrigatoriedade do cadastro e seus desdobramentos

O não cumprimento do registro de entrada e saída no parque pode acarretar sérias consequências. Além de dificultar respostas rápidas em casos de acidentes ou emergências, a inobservância das regras configura uma infração ambiental.

As penalidades podem variar de acordo com a gravidade da conduta e estão amparadas pelo decreto federal 6.514/2008, que estabelece sanções administrativas para infrações contra o meio ambiente. As multas podem oscilar entre R$ 500 e R$ 10 mil, dependendo da avaliação dos agentes fiscalizadores.

Essa fiscalização rigorosa é um reflexo da crescente preocupação com a segurança e a preservação de ecossistemas sensíveis como o do Pico Paraná. O Parque, que abriga o maior pico do Sul do Brasil, com seus 1.877 metros, atrai um grande número de aventureiros e montanhistas, demandando um gerenciamento cuidadoso.

Em ocasiões anteriores, como durante o período de Carnaval, o parque já foi palco de ações educativas. Em parceria com o Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST) do Corpo de Bombeiros e a Polícia Ambiental, o IAT orientou cerca de 300 visitantes, enfatizando a importância das boas condutas e das medidas de segurança para uma experiência positiva e responsável na montanha.

O Parque Estadual Pico Paraná: um santuário natural e suas particularidades

O Parque Estadual Pico Paraná é um ecossistema de rica biodiversidade, abrangendo cinco picos e um morro que exigem trilhas com extensões variadas, entre 3,5 e 10 quilômetros. Essa diversidade de percursos atrai diferentes perfis de visitantes, desde os mais experientes aos que buscam um contato inicial com a natureza de alta montanha.

A vegetação é um espetáculo à parte, composta por um mosaico de espécies adaptadas ao clima de altitude. Arbustos, xaxins, trepadeiras, bromélias, orquídeas e samambaias compõem o sub-bosque, enquanto árvores imponentes como cedro, canjarana, figueira-branca, canela-preta e sassafrás dominam a paisagem, algumas ultrapassando os 30 metros de altura.

A fauna local é igualmente notável, com mais de 71 espécies registradas. Mamíferos como bugios, serelepes, pacas, ouriços, quatis, cutias e jaguatiricas convivem no habitat. A presença de espécies ameaçadas de extinção, como a onça-pintada e a suçuarana, sublinha a importância crítica da unidade de conservação para a manutenção da biodiversidade regional.

A unidade de conservação opera com atendimento contínuo, 24 horas por dia. O acesso principal é feito pela BR-116, com sinalização específica após o Posto do Tio Doca, direcionando os visitantes pela Ponte do Rio Tucum, seguida por um trecho de 6 km que atravessa fazendas até alcançar a base do IAT, ponto de partida para as trilhas do Pico Paraná e demais cumes.

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