A implantação de um novo sistema de pedágio na BR-376 tem gerado apreensão e mobilização entre as administrações municipais de Mandaguari, Marialva e Mandaguaçu. As três cidades promoveram um encontro estratégico em Marialva para articular ações conjuntas visando mitigar os potenciais impactos negativos para moradores, produtores rurais e o setor comercial da região, antecipando as consequências da nova cobrança na importante rodovia federal.
O debate reuniu gestores públicos e representantes de diversos segmentos da sociedade que utilizam a BR-376 em suas rotinas, seja para trabalho, estudo, escoamento de produção agrícola ou acesso a serviços básicos. A principal preocupação gira em torno do aumento dos custos diários com deslocamento e as potenciais alterações no fluxo de tráfego que a nova estrutura trará.
As discussões iniciais abordaram os detalhes das mudanças previstas pela concessionária responsável pela rodovia, incluindo a readequação da localização dos postos de cobrança e a transição para um sistema de cobrança eletrônica. Essas alterações têm o potencial de impactar significativamente tanto as finanças quanto a fluidez da mobilidade para aqueles que residem nas proximidades da BR-376 e necessitam transitar frequentemente entre os municípios vizinhos.
Ações Conjuntas em Defesa da População Local
Apesar de o contrato de concessão ser de responsabilidade do Governo Federal, as prefeituras de Mandaguari, Marialva e Mandaguaçu optaram por uma abordagem colaborativa. O objetivo é fortalecer o canal de diálogo com a concessionária EPR e com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), buscando negociar alternativas que minimizem os prejuízos para a comunidade local.
Entre as medidas em fase de estudo e proposta, destacam-se solicitações de reuniões presenciais com os responsáveis pela gestão da rodovia, a análise detalhada de rotas alternativas para diminuir a dependência do trecho pedagiado, a formação de uma comitiva regional para representar os interesses das cidades e um levantamento minucioso do número de cidadãos diretamente afetados pela tarifação. A articulação visa apresentar um pleito coeso e fundamentado.
Perspectivas e Próximos Passos
A concessionária informou que só deverá apresentar um posicionamento oficial detalhado após a formalização da assinatura do contrato, evento previsto para o início de fevereiro. Até lá, as administrações municipais mantêm-se ativas e alinhadas em suas estratégias, focadas na defesa dos interesses da população que depende diariamente da BR-376.
A expectativa é que, com o contrato assinado, seja possível iniciar diálogos mais concretos sobre as reivindicações apresentadas, visando garantir que a nova operação da rodovia não penalize de forma desproporcional os habitantes e as atividades econômicas das cidades envolvidas. A articulação regional demonstra a importância atribuída à questão.






