Curitiba está expandindo sua rede de espaços verdes com a construção do novo Parque dos Manacás Santuário das Borboletas Margarita Pericás Sansone. Localizado no bairro Cachoeira, na zona Norte da capital paranaense, o empreendimento promete integrar lazer, contemplação e, crucialmente, preservação ambiental. As obras, iniciadas em dezembro, visam transformar uma vasta área em um refúgio para a fauna e flora locais, além de oferecer infraestrutura para atividades físicas e recreativas à comunidade.
Com uma extensão de mais de 230 mil metros quadrados, o parque, que margeia a Avenida Anita Garibaldi e a Rua Frederico Stella, tem previsão de conclusão para o final deste ano. A iniciativa não apenas beneficia os moradores do bairro Cachoeira, mas também se conecta a áreas de divisa com o município vizinho de Almirante Tamandaré, potencializando seu alcance metropolitano.
A concepção do projeto prioriza a integração harmoniosa com o ambiente natural. A arquitetura e o planejamento do espaço foram cuidadosamente elaborados para preservar as características ecológicas da região, incluindo a presença de sete nascentes e dois córregos, um deles o Córrego Cachoeira. Essa atenção à hidrografia local reforça o compromisso com a sustentabilidade.
O novo parque contará com diversas instalações voltadas para o bem-estar e o lazer. Incluem-se áreas de estacionamento, espaços de convivência e contemplação, uma pista para caminhadas e corridas, e duas edificações destinadas a abrigar postos da Guarda Municipal e da Secretaria Municipal do Esporte, Lazer e Juventude (Smelj).
Para as famílias, haverá dois parquinhos infantis, um com piso emborrachado para maior segurança e outro com área de areia. Os entusiastas de esportes poderão desfrutar de uma quadra poliesportiva com piso de concreto, uma pista exclusiva para bicicletas infantis e uma cancha de areia preparada para a prática de vôlei e beach tennis, ampliando as opções de entretenimento ao ar livre.
Um Memorial para o Legado e a Natureza
Um dos elementos distintivos do Parque dos Manacás será o Memorial Três Tempos. Este espaço simbólico foi projetado para homenagear as diferentes fases do local: o passado, rememorando o período em que abrigou o Lar Dona Ruth, uma antiga casa de idosos; o presente, celebrando sua nova função como ponto de encontro para moradores e visitantes; e o futuro, como um legado duradouro para as próximas gerações, reforçando a importância da memória e da preservação.
A arquiteta Cristiane Pulsides, responsável pelo projeto paisagístico e arquitetônico, destacou a importância de transformar um espaço com história em um ambiente de valorização ambiental e comunitária. “Este terreno já foi um lugar importante para muitas pessoas, e agora estamos criando um legado para o futuro, especialmente na dimensão ambiental”, afirmou Pulsides. A escolha do nome é também uma homenagem à ex-primeira-dama de Curitiba, Margarita Sansone.
A criação deste novo parque se alinha à estratégia de Curitiba em ampliar o acesso a áreas verdes. A cidade já conta com mais de 50 parques e bosques distribuídos por seu território. Essas unidades de conservação oferecem um contato direto com a natureza, utilizando arquitetura e materiais diversos para criar ambientes convidativos e acessíveis a todos.
O Impacto da Expansão de Áreas Verdes em Centros Urbanos
A expansão contínua de parques e áreas verdes em grandes centros urbanos como Curitiba tem um impacto multifacetado na qualidade de vida. Além de oferecerem espaços para lazer e prática esportiva, essas áreas desempenham um papel fundamental na mitigação dos efeitos das ilhas de calor urbanas, na melhoria da qualidade do ar e na proteção da biodiversidade local. A presença de vegetação ajuda a absorver o dióxido de carbono e a liberar oxigênio, contribuindo para um ambiente mais saudável.
Do ponto de vista social, parques funcionam como importantes espaços de convivência, promovendo a interação entre diferentes grupos sociais e fortalecendo o senso de comunidade. A valorização ambiental, intrínseca ao projeto do Parque dos Manacás, é um tema cada vez mais urgente, e a criação de unidades de conservação que protegem nascentes e cursos d’água é um passo vital para a garantia da sustentabilidade hídrica e ecológica a longo prazo.






