O programa Paraná Mais Verde, iniciativa do Governo do Estado, ultrapassou a marca de 13 milhões de mudas de espécies nativas distribuídas desde 2019. A ação ambiental, coordenada pelo Instituto Água e Terra (IAT), demonstra um crescimento significativo na entrega de plantas, com um aumento de 34,5% entre o primeiro ciclo de distribuição (setembro de 2019 a setembro de 2020) e o último ciclo concluído (setembro de 2024 a setembro de 2025).
A gestão do programa é realizada por meio de 19 viveiros florestais e dois laboratórios de sementes sob responsabilidade do IAT. Essa estrutura permite a produção em larga escala e a distribuição eficiente para diversas finalidades ambientais e sociais.
O aumento na demanda por mudas nativas reflete uma maior conscientização sobre a importância da restauração ambiental. Essa prática é fundamental não apenas para a preservação da biodiversidade, mas também para a melhoria da qualidade do ar e da água, mitigação dos efeitos das mudanças climáticas e promoção da saúde pública.
A solicitação de mudas pelo programa atende a uma variedade de projetos, incluindo planos de regularização ambiental, recuperação de vegetação nativa, e empreendimentos que necessitam de compensações ambientais. Além disso, as mudas são utilizadas em ações de reflorestamento urbano e rural, projetos de pesquisa e eventos comemorativos.
O Interesse Crescente por Espécies Nativas
As espécies mais procuradas pela população evidenciam uma conexão com a flora local e suas funcionalidades ecológicas. A Aroeira-pimenteira, por exemplo, liderou as doações, sendo um arbusto de rápido crescimento e atrativo para a fauna local devido aos seus frutos, popularmente conhecidos como pimenta-rosa.
Em seguida, destaca-se o Angico-gurucaia, essencial para a recomposição de matas ciliares e presente nas bacias hidrográficas do Paraná. A Pitanga, símbolo de quintais paranaenses, também figurou entre as mais solicitadas, atraindo pássaros e enriquecendo paisagens.
O Araçá, com sua adaptação a diferentes climas e frutos ricos em vitamina C, e a emblemática Araucária, com seu papel na segurança alimentar da fauna e na culinária local, completam o grupo das espécies de maior interesse. A elevada procura por essas plantas sinaliza um engajamento crescente da sociedade em projetos de arborização.
A bióloga Roberta Scheidt Gibertoni, do IAT, atribui esse crescimento à percepção ampliada sobre os benefícios da recuperação vegetal e à necessidade de atender a requisitos legais. Ela enfatiza que o plantio de nativas contribui para a criação de espaços mais arborizados, propícios ao lazer e ao bem-estar, impactando positivamente a qualidade de vida.
A Estrutura e Acesso ao Programa
O programa Paraná Mais Verde engloba diversas linhas de atuação, como revitalização de viveiros, incentivo a espécies ameaçadas e programas específicos para parques urbanos e polinizadores. Essa abordagem multifacetada garante a abrangência e a eficácia das ações de reflorestamento.
A rede de viveiros e laboratórios do IAT está distribuída estrategicamente pelo estado, facilitando o acesso às mudas para diversos projetos. Para solicitar mudas, os interessados devem utilizar o Sistema de Gestão Ambiental (SGA), onde o pedido passa por análise técnica. Em caso de aprovação, o requerente recebe as orientações necessárias para a retirada.
A disponibilidade de mudas por meio do IAT não se limita ao programa principal, estendendo-se a iniciativas de restauração ecológica e compensação ambiental. O acesso simplificado, mediante análise técnica, democratiza a participação cidadã e institucional em prol da conservação.
Investir na produção e distribuição de mudas de espécies nativas é um passo crucial para a sustentabilidade ambiental e o bem-estar social. O Paraná Mais Verde consolida-se como um programa fundamental para o futuro ecológico e paisagístico do estado, fomentando um ciclo virtuoso de recuperação e preservação.






