O Governo do Paraná anunciou a construção de sete novos hospitais em municípios estratégicos do estado, com previsão de conclusão para 2026. A iniciativa faz parte de um amplo plano de reestruturação da rede pública de saúde, orquestrado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), que visa não apenas expandir a capacidade de atendimento, mas também descentralizar serviços e acabar com o chamado ‘turismo de ambulância’.
Este plano abrange um total de 90 obras hospitalares, incluindo unidades municipais e filantrópicas, além de reformas e modernizações em hospitais já existentes. Deste montante, 43 intervenções já foram finalizadas, demandando um investimento de R$ 132 milhões.
As novas unidades serão implementadas em Bituruna, Foz do Iguaçu, Nova Esperança, Assis Chateaubriand, Paiçandu, Guaratuba e Cascavel. As entregas iniciais deste ciclo de expansão já ocorreram em Matinhos e Guaíra, com a previsão de novas unidades já anunciadas.
O Hospital São Vicente de Paula, em Bituruna, receberá um aporte de R$ 19,9 milhões para qualificar o atendimento de urgência e emergência, otimizando o acesso e o deslocamento de ambulâncias na região.
Em Nova Esperança, um investimento de R$ 18,1 milhões viabilizará um novo Hospital Municipal, com 38 leitos, destinado a atender demandas de média complexidade e reduzir a dependência de Maringá.
Projetos para novos hospitais e ampliações em Foz do Iguaçu, Assis Chateaubriand e Cascavel também estão em desenvolvimento, visando desafogar o atendimento do Hospital Universitário do Oeste, referência regional que já teve sua capacidade ampliada.
As cidades de Paiçandu, no Noroeste, e Guaratuba, que se projeta para o futuro com a nova ponte, também receberão novas unidades hospitalares para suprir o crescimento populacional.
Impacto da Descentralização e Regionalização
A meta central do plano é a descentralização do atendimento, com a consequente ampliação do número de leitos e a modernização da infraestrutura hospitalar. A esperança é que essa estratégia elimine a necessidade de deslocamentos extenuantes de pacientes para outras cidades em busca de tratamentos especializados, um fenômeno conhecido como ‘turismo de ambulância’.
A política de regionalização, um dos pilares das prioridades estaduais, busca corrigir uma defasagem histórica no atendimento à saúde no interior do Paraná. A construção de unidades mais próximas aos cidadãos é vista como a resposta mais eficaz para garantir acesso equitativo e de qualidade.
O secretário da Saúde, Beto Preto, enfatiza a magnitude do plano, classificando-o como o “maior plano de reestruturação da saúde que o Paraná já viu”. Ele ressalta que a era do deslocamento de pacientes por centenas de quilômetros em busca de leitos de UTI está chegando ao fim.
A execução deste plano não é nova. Desde 2019, o estado já entregou dez novos hospitais, incluindo unidades em Guarapuava, Telêmaco Borba, Ivaiporã, Toledo, Cafelândia, Cornélio Procópio, Boa Vista da Aparecida e Maringá. Além disso, projetos de apoio para hospitais como o HCzinho, unidade infantil do Hospital das Clínicas de Curitiba, demonstram o alcance do programa.
Outras cidades como Pinhais e Rio Branco do Sul já foram beneficiadas com novas unidades em 2025, e obras em Colombo, São José dos Pinhais, Cianorte, São Mateus do Sul e Loanda estão em fases avançadas de construção.
Infraestrutura e Capacidade de Atendimento
As novas unidades de Matinhos e Guaíra, por exemplo, somam 174 leitos, com a primeira oferecendo 90 leitos, incluindo Unidade de Terapia Intensiva (UTI), para atender uma demanda histórica do Litoral. A unidade de Guaíra, no Oeste, disponibilizará 84 leitos, com estimativa de realizar cerca de 3.024 atendimentos mensais.
A expansão da infraestrutura hospitalar não se limita à construção de novas edificações. O plano engloba também a reforma e modernização de hospitais existentes, a fim de garantir que a infraestrutura esteja alinhada com as necessidades atuais e futuras do sistema de saúde.
Investimentos em novas unidades como a de Bituruna, por exemplo, com R$ 19,9 milhões, focam em qualificar o atendimento de urgência e emergência. A localização estratégica dessas unidades é pensada para facilitar o acesso e o deslocamento de ambulâncias, articulando-se com hospitais de referência regional.
A ênfase em hospitais municipais e filantrópicos reflete uma estratégia de colaboração entre os entes federativos e a sociedade civil organizada para fortalecer a rede de saúde em todos os níveis, garantindo que os serviços sejam acessíveis e eficientes para toda a população paranaense.






