As altas temperaturas continuam a ser um fator de preocupação em diversas regiões do Paraná. Na última sexta-feira, observaram-se marcas térmicas expressivas, com destaque para o Sudoeste e Oeste do estado, onde municípios como Capanema registraram 38,9°C, e Santa Helena e São Miguel do Iguaçu atingiram 37,1°C.
A capital, Curitiba, também sentiu o calor, com a máxima chegando a 29,7°C, mas a sensação térmica superou os 30°C, evidenciando o impacto da umidade aliada ao aquecimento. O retorno da umidade atmosférica em porções do interior do estado, especialmente do centro para o oeste e sudoeste, combinou-se ao calor intenso, gerando pancadas de chuva isoladas e trovoadas.
Situações pontuais de instabilidade foram observadas em Toledo, Francisco Beltrão, Pitanga, Nova Londrina e Colorado. A previsão de temporais passageiros se estendeu até o final do dia de sexta-feira, sinalizando a imprevisibilidade do clima nessas condições.
## O Avanço das Instabilidades e seus Riscos
No sábado, o dia começou com predominância do sol e elevação das temperaturas, ultrapassando os 30°C antes do meio-dia. No entanto, a combinação de aquecimento e o avanço de um cavado meteorológico, que causa queda de pressão atmosférica, provocaram a formação de áreas de instabilidade.
Essas instabilidades atuaram inicialmente na metade sul do Paraná, próxima à divisa com Santa Catarina. Há um risco considerável de temporais com rajadas de vento, queda de granizo em pontos isolados e chuvas intensas, capazes de causar alagamentos. O período de maior intensidade dessas ocorrências foi previsto para o final da tarde e início da noite, principalmente no Oeste e Sudoeste, espalhando-se para o Centro-Sul, Sudeste e Região Metropolitana de Curitiba. O Litoral também foi apontado como área de atenção especial.
A chuva progrediu para as demais regiões do estado durante a noite de sábado, atingindo o Centro e Norte. A madrugada de domingo trouxe uma atenuação dessa instabilidade, com chuvas mais localizadas.
Impacto das Variações Climáticas na Saúde Pública
A persistência de altas temperaturas, intercalada por períodos de instabilidade com temporais, levanta importantes questões de saúde pública. O calor excessivo pode agravar quadros de doenças cardiovasculares e respiratórias, além de aumentar o risco de desidratação e insolação, especialmente em populações vulneráveis como idosos e crianças.
A ocorrência de chuvas intensas e alagamentos, por sua vez, pode facilitar a proliferação de vetores de doenças como a dengue e a leptospirose, exigindo ações de vigilância sanitária e de controle de endemias mais robustas por parte dos órgãos de saúde. A capacidade de resposta do sistema de saúde frente a essas emergências climáticas é um fator determinante para mitigar seus impactos negativos.
No domingo, a sensação de abafamento permaneceu, mesmo com a aparição do sol, favorecendo a elevação das temperaturas. Novamente, pancadas de chuva e temporais localizados foram previstos, com maior ênfase nas regiões dos Campos Gerais, Noroeste, Norte Pioneiro, Região Metropolitana de Curitiba e Litoral. Enquanto isso, no Oeste e Sudoeste, o sol predominou, com chuvas mais irregulares, e as temperaturas, embora ainda elevadas, ficaram ligeiramente inferiores aos dias anteriores. A perspectiva para a segunda-feira indicava um tempo mais estável na maior parte do Paraná, com exceção da faixa Leste, que ainda poderia registrar pancadas isoladas de chuva à tarde, reforçando a necessidade de monitoramento contínuo e planos de adaptação às variações climáticas.





