O Projeto Novo Inter 2, que visa a revitalização da infraestrutura urbana e a modernização do transporte público em Curitiba, avança com frentes de trabalho em diversos bairros da capital. A iniciativa abrange intervenções em pavimentação, drenagem, acessibilidade e paisagismo, buscando otimizar a mobilidade e a qualidade de vida dos cidadãos. Diversas ruas de dez bairros serão impactadas pelas obras nos próximos dias, com impactos no trânsito e rotas alternativas sendo divulgadas para minimizar transtornos.
O Lote 1, um dos mais extensos do programa, concentra 16 quilômetros de intervenções em bairros como Santa Quitéria, Portão, Seminário, Campina do Siqueira e Vila Izabel. As obras incluem pavimentação em concreto, manutenção asfáltica, implantação de calçadas acessíveis e redes lógicas. A complexidade deste lote levou a uma reestruturação, com a divisão em quatro sublotes (A, B, C e D), cada um com contratos específicos. Essa estratégia visa acelerar a execução, garantir a qualidade dos serviços e reduzir riscos, assegurando que problemas pontuais não comprometam o cronograma geral.
O impacto da reorganização de lotes e a implementação de novas vias
Os Lotes 4.1 e 5, por sua vez, focam em bairros como Vista Alegre, Mercês, Bom Retiro, São Francisco e Centro Cívico. Nestas áreas, as intervenções visam melhorar a mobilidade ao longo do eixo viário formado pelas ruas Jacarezinho e Professora Rosa Saporski, além da Rua Dr. Roberto Barrozo. Os serviços incluem drenagem, terraplenagem, pavimentação, calçamento, paisagismo, iluminação, sinalização e implantação de infraestrutura de fibra ótica. A implementação do binário Jacarezinho/Rosa Saporski, juntamente com a realocação de uma estação-tubo, promete otimizar o fluxo de trânsito em cruzamentos importantes.
A medida de dividir o Lote 1 em quatro contratos menores, conforme explicado pelo Secretário Municipal de Obras Públicas, Luiz Fernando Jamur, é vista como uma decisão estratégica para garantir o avanço das obras de forma rápida e eficiente. Essa subdivisão permite uma delimitação mais clara dos escopos de trabalho, diminui interferências entre atividades simultâneas e facilita o planejamento logístico. Além disso, possibilita uma fiscalização mais rigorosa e o controle mais preciso dos prazos, aspectos cruciais para o sucesso de projetos de grande porte.
A subdivisão estratégica dos lotes, como a do Lote 1 em quatro pacotes distintos, é um exemplo de como a gestão de obras públicas busca adaptar-se para otimizar recursos e prazos. A iniciativa, financiada em parte pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) com contrapartida da Prefeitura, tem um alcance significativo, impactando diariamente cerca de 181 mil passageiros e 580 mil moradores em 28 bairros.
A detalhada divisão do Lote 1 em pacotes e suas especificidades
O Lote 1 foi reestruturado em quatro pacotes, cada um com um escopo e prazo de execução definidos. O Pacote A abrange obras na região do Terminal Campina do Siqueira e seu entroncamento com a Major Heitor Guimarães, contemplando vias como a Deputado Heitor Alencar Furtado, com prazo de 12 meses. Já o Pacote B foca na Avenida Presidente Arthur Bernardes, incluindo a infraestrutura para o futuro parque linear e miniterminal Santa Quitéria, com duração prevista de 15 meses.
O Pacote C concentra intervenções na Rua Coronel Airton Plaisant e vias complementares nos bairros Seminário e Santa Quitéria, além do binário formado pelas ruas Ulisses Vieira e Vital Brasil/Bocaíuva, com execução estimada em 12 meses. Por fim, o Pacote D compreende obras na Avenida Arthur Bernardes, Rua Professor Doracy Cezzarino e vias complementares do bairro Portão, também com prazo de 12 meses. Essa organização detalhada visa garantir que cada frente de serviço seja executada com máxima eficiência e dentro dos cronogramas estabelecidos, beneficiando a população curitibana.






