MP investiga estupros em igreja em Curitiba divulga contato

🕓 Última atualização em: 14/02/2026 às 15:16

Um homem, identificado como Flúvio Cosme Adão, encontra-se sob investigação do Ministério Público do Paraná (MPPR) em decorrência de acusações graves que incluem múltiplos casos de estupro de vulnerável. A investigação, que tramita em segredo de justiça, apura a conduta do indivíduo em pelo menos seis incidentes com vítimas menores de idade. A autorização judicial para a divulgação de seu nome visa incentivar a apresentação de novas denúncias e auxiliar na identificação de potenciais vítimas. A 4ª Promotoria de Justiça de Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba, é a responsável pela condução do inquérito e tem divulgado contatos para que mais pessoas possam relatar experiências.

Adão, que ocupava a posição de “regional” dentro da Igreja Adventista do Sétimo Dia em Fazenda Rio Grande, também atuava no Clube de Desbravadores. Esta organização foca em atividades voltadas para o público infantojuvenil, o que, segundo as investigações preliminares, pode ter sido o contexto explorado para a prática dos crimes. As alegações centram-se em estupro de vulnerável e atos libidinosos praticados contra crianças e adolescentes sob sua influência ou responsabilidade.

Até o momento, seis vítimas foram identificadas pelas autoridades. Contudo, a promotoria suspeita que o número possa ser significativamente maior, dada a natureza das acusações e o período de atuação do investigado.

A relevância da colaboração da comunidade é ressaltada pelas autoridades. Pessoas que se sentirem lesadas, que tenham presenciado ou tenham conhecimento de outros casos envolvendo o indivíduo investigado são encorajadas a contatar as forças de segurança e o Ministério Público. A proteção dos dados e a confidencialidade das informações são garantidas.

Ações Preventivas e o Papel do Ministério Público

O Ministério Público do Paraná tem demonstrado um compromisso proativo na apuração destes crimes, utilizando a divulgação do nome do investigado como uma ferramenta para ampliar o alcance das investigações. A autorização para tornar pública a identidade de Flúvio Cosme Adão parte da premissa de que mais vítimas podem se sentir seguras para denunciar ao saberem que não estão sozinhas e que existem canais de apoio.

A atuação em casos de violência sexual contra vulneráveis demanda sensibilidade e rigor, especialmente quando envolve figuras de confiança ou instituições que deveriam ser ambientes seguros. O MPPR busca não apenas a responsabilização criminal, mas também oferecer um caminho para a reparação e a prevenção de novos incidentes, encorajando a quebra do ciclo de silêncio que muitas vezes cerca tais crimes. A colaboração entre diferentes esferas — Ministério Público, Polícia Civil e a sociedade civil — é fundamental para o sucesso dessas ações.

A igreja, como instituição, enfrenta um escrutínio adicional neste contexto, levantando questões sobre a efetividade de mecanismos de controle interno e de formação de seus líderes e voluntários. A investigação busca esclarecer se houve falhas institucionais que permitiram a continuidade das supostas condutas criminosas.

Canais de Denúncia e Proteção às Vítimas

Diante da possibilidade de haver mais vítimas, a 4ª Promotoria de Justiça de Fazenda Rio Grande disponibilizou múltiplos canais para que qualquer pessoa com informações relevantes possa entrar em contato. O objetivo é garantir que todas as vítimas tenham a oportunidade de serem ouvidas e que os responsáveis sejam devidamente acionados pela justiça.

O contato pode ser feito por meio de telefone, especificamente pelo número de WhatsApp (41) 3627-2116. Outras opções incluem o envio de e-mails para o endereço fazendariogrande.4prom@mppr.mp.br ou o comparecimento pessoalmente na Rua Inglaterra, número 545, no Bairro Nações, em Fazenda Rio Grande. A Delegacia de Polícia Civil do município, localizada na Rua Tenente Sandro Luiz Kampa, 114, Bairro Pioneiros, também é um ponto de recebimento de denúncias.

É crucial reforçar que o sigilo absoluto das informações fornecidas e o anonimato do denunciante, caso seja solicitado, são garantidos pelas autoridades. Essa medida visa oferecer um ambiente seguro para que testemunhas e vítimas possam se manifestar sem receio de represálias ou exposição indevida. O combate à violência contra vulneráveis depende intrinsecamente da confiança nas instituições responsáveis pela proteção e pela justiça.

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