A Prefeitura de Maringá deu início a uma importante iniciativa de regularização do comércio ambulante, visando não apenas a organização da atividade econômica informal, mas também o suporte aos trabalhadores. A ação, que começou no último dia 2 de março, oferece um período de orientação e acolhimento para que os ambulantes possam se adequar à legislação vigente, evitando assim sanções como multas e apreensão de mercadorias.
O foco principal é incentivar a formalização, garantindo que os empreendedores individuais operem dentro das normas estabelecidas pela lei municipal.
As equipes da prefeitura estarão atuando em diferentes frentes para alcançar o maior número de trabalhadores possível.
O atendimento inicial ocorre no Paço Municipal, com horários definidos para o período de orientação e encaminhamento. Paralelamente, equipes percorrem as ruas da cidade, abordando diretamente os ambulantes que ainda não possuem licença.
Esta abordagem multifacetada demonstra o compromisso do poder público em facilitar o acesso à informação e aos procedimentos necessários para a legalização.
A colaboração entre diversas secretarias municipais — Fazenda, Trabalho, Aceleração Econômica, Juventude, Saúde e Segurança — é fundamental para o sucesso desta iniciativa.
Essa integração setorial permite que os ambulantes recebam um atendimento mais completo, abrangendo aspectos legais, tributários, de saúde e segurança.
A importância da formalização e o impacto na vida dos trabalhadores
A Lei Municipal nº 5.855/2002 estabelece as diretrizes para o comércio ambulante em Maringá, tornando a licença um requisito indispensável. A informalidade, por outro lado, expõe os trabalhadores a riscos financeiros e à perda de seus meios de subsistência.
O processo de regularização, além de proteger os ambulantes de sanções, abre portas para oportunidades e garante um ambiente de trabalho mais seguro e justo.
A legislação municipal prevê a atuação do comércio ambulante em vias públicas com vocação comercial, exigindo o respeito a distâncias mínimas de estabelecimentos essenciais como escolas e postos de saúde, e de outros pontos já licenciados.
Isso visa garantir a ordem urbana e a coexistência harmoniosa entre os diferentes tipos de comércio e serviços.
A lista de produtos e serviços autorizados é específica, incluindo itens como lanches rápidos, bebidas, pipoca, sorvetes, frutas, verduras, sucos, batatas fritas, pães caseiros, café e salgados assados em locais designados, além de artesanato como vassouras.
A definição desses itens busca equilibrar a oferta com as necessidades da população e o ordenamento do espaço público.
Critérios para a obtenção da licença e o suporte municipal
Para conseguir a licença, os interessados devem atender a uma série de critérios estabelecidos pela legislação, que incluem tempo mínimo de residência no município, comprovação de dificuldades financeiras, condições de moradia e situação familiar, entre outros requisitos previstos nas normas.
Estes critérios visam priorizar aqueles que mais necessitam do suporte para gerar renda e garantir o sustento de suas famílias, promovendo assim a justiça social.
O processo de avaliação leva em conta o princípio da dignidade humana e a necessidade de inclusão social e econômica dos cidadãos em situação de vulnerabilidade.
A prefeitura busca, com isso, oferecer uma oportunidade real de trabalho formal e digno, contribuindo para a economia local e para a melhoria da qualidade de vida dos ambulantes e suas famílias.





