Jardim Botânico realiza limpeza em estufa com uso de rapel

🕓 Última atualização em: 09/04/2026 às 02:24

A estufa do Jardim Botânico de Curitiba, um dos cartões postais da cidade, encontra-se temporariamente fechada para visitação desde o início desta semana. O fechamento se deve a uma extensa operação de limpeza e manutenção da estrutura de vidro, um procedimento essencial para a conservação e a apresentação impecável do espaço. O trabalho, que envolve a higienização de milhares de painéis de vidro, tem como objetivo garantir a transparência e a integridade da edificação.

A limpeza externa das cúpulas da estufa exige técnicas especializadas, com funcionários utilizando equipamentos de rapel para acessar as áreas mais altas e complexas. Esta metodologia é crucial para assegurar a segurança dos trabalhadores e a eficácia do serviço, removendo sujeitos acumulados pela ação do tempo e do ambiente. A operação visa devolver o brilho e a clareza aos vidros, permitindo que a luz natural, vital para as espécies abrigadas, seja plenamente aproveitada.

A previsão inicial para a conclusão dos trabalhos na estufa é de aproximadamente dez dias, com data estipulada para o dia 17 de abril. No entanto, este cronograma está intrinsecamente atrelado às condições climáticas. Chuvas intensas ou previsão de tempestades podem interromper o serviço por motivos de segurança, o que pode estender o período de fechamento. A equipe está monitorando atentamente a meteorologia para otimizar o andamento das tarefas.

Além da estufa principal, a manutenção abrange outras áreas importantes do complexo. A partir de meados de abril, a limpeza se estenderá para a parte interna da Galeria das Quatro Estações, onde se localiza o Café do Senac. Esta seção, que também utiliza policarbonatos, passará por um processo de higienização detalhado. Esta etapa é prevista para durar uma semana, culminando também no dia 17 de abril, período em que a Galeria ficará inacessível ao público.

O fechamento pontual da estufa não significa a interrupção completa das atividades de lazer e contemplação no Jardim Botânico. A unidade de conservação ambiental, reconhecida por sua importância ecológica e paisagística, oferece uma vasta gama de atrações na sua área externa. Os visitantes ainda podem desfrutar de extensos jardins, coleções botânicas e espaços verdes que compõem a paisagem curitibana.

O que fazer enquanto a estufa está em manutenção

A área externa do Jardim Botânico permanece aberta e convidativa, permitindo que os visitantes continuem a explorar a riqueza natural do parque. Caminhos sinuosos levam a diferentes coleções vivas, cada uma apresentando espécies adaptadas a variados ecossistemas. A paisagem, com seus lagos, gramados bem cuidados e a icônica estrutura de vidro, continua a ser um refúgio de paz e contato com a natureza.

Entre os destaques disponíveis para visitação está o Jardim das Sensações, um espaço projetado para estimular os cinco sentidos através do contato com plantas aromáticas, texturas e formas diversas. Outro ponto de interesse é a coleção dos Campos Curitibanos, localizada atrás da estufa. Este projeto recebeu um importante reconhecimento nacional, sagrando-se vencedor de um prêmio organizado pela Rede Brasileira de Jardins Botânicos (RBJB).

A importância dos Jardins Botânicos para a conservação

Jardins botânicos como o de Curitiba desempenham um papel fundamental na conservação da biodiversidade. Eles atuam como centros de pesquisa, educação ambiental e preservação de espécies vegetais, muitas das quais ameaçadas de extinção. A manutenção rigorosa de suas estruturas, como a estufa, é essencial para o sucesso desses objetivos, garantindo um ambiente controlado para o desenvolvimento de plantas sensíveis.

Essas instituições são verdadeiros laboratórios a céu aberto e espaços de aprendizado para a sociedade. Ao abrigar e exibir uma diversidade de plantas, promovem a conscientização sobre a importância da flora para o equilíbrio ecológico e para a vida humana. O investimento em sua conservação e manutenção reflete um compromisso com o futuro, assegurando que o legado botânico seja transmitido às próximas gerações.

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