Curitiba sediou pela primeira vez uma etapa do renomado circuito Ironman 70.3, atraindo um contingente de 1,4 mil atletas, tanto profissionais quanto amadores. A competição, que marcou a abertura do calendário nacional de 2026 para a modalidade, reuniu participantes de 15 países e de 22 estados brasileiros, consolidando a capital paranaense como um palco de destaque para o triatlo de longa distância.
A prova iniciou com a natação, em um percurso de 1,9 km na Represa do Passaúna, seguido por um desafiador trajeto de ciclismo de 90 km. Este último atravessou municípios da Região Metropolitana, como Araucária e Campo Largo, antes de retornar à cidade. A etapa final consistiu em uma corrida de 21,1 km, concentrada no Parque Barigui, culminando a jornada de 113 km – a metade da distância oficial de um Ironman.
O cenário de celebração e superação foi montado no Parque Barigui, onde milhares de espectadores se reuniram para apoiar os competidores. O evento não apenas destacou a proeza atlética, mas também gerou um impacto econômico significativo para a cidade.
Na categoria masculina profissional, o paulista Fernando Toldi conquistou o primeiro lugar, completando o percurso em 3 horas e 53 minutos. Ele foi seguido de perto por Reinaldo Colucci, que registrou 3h55, e Enzo Krauss, com 3h57. Toldi relatou ter administrado seu ritmo e respondido ao incentivo da torcida, superando suas próprias expectativas.
Já no feminino profissional, a vitória ficou com Pamela Oliveira, de Vila Velha (ES), que descreveu a prova como árdua e com um percurso à altura de competições europeias. A curitibana Pietra Meneghini consolidou sua crescente reputação ao garantir a segunda colocação, com Giovana Opipari completando o pódio em sua estreia na categoria profissional.
Impacto Econômico e Logístico
A realização do Ironman 70.3 em Curitiba transcende a esfera esportiva, evidenciando um notável impulso à economia local. A expectativa é que o evento atraia cerca de 8 mil pessoas, incluindo atletas, suas equipes de apoio e visitantes. Este fluxo representa um incremento substancial para os setores de hotelaria, gastronomia, comércio e serviços da capital paranaense.
A organização, liderada pela Unlimited Sports, que tem o CEO Carlos Galvão à frente, descreve a vinda do evento para Curitiba como um projeto de longa data. A empresa já tem experiência no Paraná, tendo realizado a primeira etapa do circuito em Foz do Iguaçu em 2016, demonstrando um histórico de sucesso na promoção de eventos esportivos de grande porte no estado.
A infraestrutura montada para a competição, que incluiu o percurso de ciclismo por municípios vizinhos, demandou planejamento logístico complexo, envolvendo autoridades locais e estaduais. A organização ressalta a importância de parcerias público-privadas para viabilizar eventos dessa magnitude, que promovem o turismo e a imagem da cidade internacionalmente.
O Legado do Esporte e a Comunidade
A presença de atletas de diversas nacionalidades e estados brasileiros enriquece o intercâmbio cultural e esportivo em Curitiba. A modalidade do triatlo, que exige dedicação e disciplina, inspira a comunidade local a adotar hábitos mais saudáveis e a buscar superação pessoal.
O apoio familiar é um pilar fundamental para os atletas, como demonstrado pela família de Pietra Meneghini, que compareceu em peso ao Parque Barigui para incentivá-la. A presença de avós, pais, tios, sobrinhos e o namorado, todos vestindo camisetas personalizadas e portando balões, ilustra o forte vínculo afetivo que rodeia a jornada de um atleta de alto rendimento.
A conquista de vagas para eventos futuros, como a de Pietra para o Ironman 2026 na França, sinaliza a consolidação de atletas brasileiros no cenário internacional. Esse intercâmbio não só eleva o nível técnico das competições, mas também fomenta o desenvolvimento do esporte no país, atraindo mais investimentos e atenção para modalidades de resistência.






