Um consórcio de empresas de engenharia apresentou ao Governo do Paraná um estudo detalhado para a criação do Complexo Náutico de Guaratuba. A proposta visa reconfigurar a área atualmente utilizada pelo canteiro de obras da Ponte de Guaratuba e pela operação do ferry boat, após a iminente conclusão da nova travessia. O documento, protocolado na Secretaria de Planejamento e na Unidade Gestora do Programa de Parcerias do Paraná (UGPAR/Paraná Parcerias), é um passo crucial no processo que definirá o futuro uso de um espaço estratégico no litoral.
A iniciativa surge como resposta a um chamamento público lançado em 2025, que buscava propostas para a destinação da área. Com o término das obras da ponte nas próximas semanas, os atuais equipamentos e estruturas serão desmontados, liberando o terreno para um projeto de revitalização profunda.
O estudo de viabilidade técnica, ambiental, econômica e jurídica foi apresentado em reunião com representantes do governo, que agora analisará as sugestões submetidas. Este processo garantirá a conformidade das propostas com os objetivos estaduais e dará origem a uma audiência pública.
Posteriormente, será aberta uma licitação pública para selecionar a concessionária responsável pela implementação, operação e manutenção do complexo. A expectativa é que o projeto impulsione significativamente o desenvolvimento do litoral paranaense.
O potencial de transformação para a economia marítima e turística
O governo estadual enxerga o Complexo Náutico de Guaratuba como um pilar fundamental em sua estratégia de modernização e fortalecimento da economia regional. A proposta de desenvolvimento inclui a criação de infraestrutura voltada para lazer, prestação de serviços e apoio à navegação, com um forte foco no turismo e na geração de empregos qualificados.
Além disso, o projeto promete um impacto positivo na requalificação ambiental de uma área que, historicamente, tem enfrentado desafios de degradação. A visão é transformar um espaço de passagem e estrutura temporária em um polo de atração e desenvolvimento sustentável.
O CEO de uma das empresas envolvidas no consórcio, Fernando Afonso Gaissler Moreira, destacou a importância do estudo entregue. Ele ressaltou que o objetivo foi conciliar o desenvolvimento econômico com a sustentabilidade e a modernização da infraestrutura local.
Moreira enfatizou a oportunidade única de converter o que hoje é um passivo urbano em um ativo estratégico. O complexo proposto visa estimular setores como o turismo, a hotelaria e a gastronomia, estabelecendo um novo eixo de desenvolvimento econômico para toda a região de Guaratuba.
A expertise do consórcio, com mais de três décadas de atuação e centenas de obras executadas no Paraná, incluindo projetos de grande porte e logística complexa, confere credibilidade à proposta. A experiência abrange desde intervenções em rodovias estaduais até infraestrutura industrial.
O caminho para a concretização do Complexo Náutico
A apresentação do estudo de viabilidade é apenas o primeiro passo de um longo processo regulatório e de participação pública. A análise minuciosa por parte do governo estadual garantirá que o projeto atenda a todos os requisitos técnicos, ambientais, financeiros e legais.
A etapa subsequente de audiência pública é fundamental para assegurar a transparência do processo e permitir que a sociedade civil, especialistas e demais interessados apresentem suas contribuições e manifestem suas opiniões. Este diálogo é essencial para aprimorar o plano.
Com a conclusão da análise governamental e a audiência pública, o processo avançará para a fase de licitação. Será nesse momento que empresas interessadas competirão para obter a concessão do Complexo Náutico, apresentando suas propostas para a execução, gestão e manutenção do empreendimento.
A expectativa é que a escolha da concessionária seja baseada em critérios que priorizem não apenas a viabilidade econômica, mas também a capacidade de inovar, garantir a sustentabilidade ambiental e gerar o máximo de benefícios sociais e econômicos para Guaratuba e para o Paraná como um todo.






