Empresário é multado em R$ 830 mil por crimes ambientais em área de praça em Curitiba

🕓 Última atualização em: 01/04/2026 às 21:52

Uma operação conjunta de fiscalização em Curitiba resultou na aplicação de uma multa de R$ 830 mil a um empresário por uma série de crimes ambientais na região da Vila Pantanal, localizada no bairro Alto Boqueirão. A ação, que envolveu diversas secretarias municipais e forças de segurança, culminou também na prisão de um indivíduo e na demolição de construções irregulares em áreas de preservação.

O foco da operação foi a identificação e coibição de práticas danosas ao meio ambiente, como o descarte inadequado de resíduos de construção civil em áreas de proteção ambiental (APA) e margens de córregos. O transporte desses materiais sem a devida autorização ambiental também foi um ponto crucial na fiscalização.

Além disso, a operação detectou o aterramento de áreas alagadiças e cavas, além da construção ilegal de moradias em zonas ambientalmente sensíveis do município. A queima de resíduos e vegetação em desacordo com a legislação vigente também compôs o rol de irregularidades constatadas.

A ação demonstrou a complexidade da fiscalização ambiental, exigindo a articulação entre diferentes órgãos para garantir a efetividade. A presença conjunta da Secretaria do Meio Ambiente, Secretaria do Urbanismo, Secretaria da Administração Pública, Secretaria de Obras Públicas, Cohab, Administração Regional do Boqueirão, Guarda Municipal, Polícia Militar e a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, da Polícia Civil, foi fundamental para a abrangência e o sucesso da iniciativa.

O Projeto de Lazer Transformado em Área de Aterramento

A área pública que foi alvo de aterramento e construções irregulares na Vila Pantanal possuía, na verdade, um projeto municipal para se tornar uma área de lazer. Segundo o superintendente de Controle Ambiental, Ibson Campos, a Prefeitura planejava a implantação de uma praça pública no local, visando a melhoria da qualidade de vida da comunidade.

A ocupação indevida forçou a paralisação desse projeto. Com a desobstrução da área realizada pela prefeitura, há a expectativa de que o projeto de uso coletivo possa ser retomado, transformando um espaço degradado em um ponto de convivência e lazer para os moradores da Vila Pantanal.

Érica Costa Mielke, diretora de Licenciamento e Fiscalização, ressaltou a gravidade da falta de licenciamento ambiental para o transporte de entulho e para o aterramento da área. A restrição de uso e ocupação do solo na Área de Proteção Ambiental do Iguaçu é significativa, tornando as ações observadas verdadeiros crimes ambientais.

Responsabilidade e Prevenção de Crimes Ambientais

A multa aplicada ao empresário, no valor de R$ 830 mil, reflete a severidade das infrações cometidas, incluindo a ausência de licença ambiental para o transporte de resíduos. O prazo de 20 dias para apresentação de recurso indica a possibilidade de defesa, mas o rigor da aplicação das penalidades visa desencorajar futuras transgressões.

A participação da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, sob a liderança do delegado Guilherme Dias, foi crucial para a celeridade das ações. A articulação entre os órgãos municipais e a polícia garante uma resposta mais ágil e efetiva contra atividades que colocam em risco o equilíbrio ecológico.

A demolição das construções irregulares em curso nas Áreas de Preservação Permanente (APPs) serve como um alerta contundente. A proteção de áreas ambientalmente sensíveis é um pilar fundamental para a sustentabilidade urbana e a preservação dos recursos naturais para as futuras gerações.

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