Dengue assola Paraná mais de 92 mil casos 145 mortes

Dengue assola Paraná mais de 92 mil casos 145 mortes

🕓 Última atualização em: 13/01/2026 às 23:58

O Paraná registrou um cenário preocupante em 2025, com 305.594 notificações de dengue, das quais 92.620 foram confirmadas. Este balanço, divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), também apontou 145 mortes atribuídas à doença. É a primeira vez que o ano epidemiológico é computado de janeiro a dezembro, uma mudança metodológica que pode influenciar a comparação com períodos anteriores.

A transição para a nova contagem do ano epidemiológico, que antes abarcava metade de um ano e metade do seguinte, exige atenção na análise histórica dos dados. A Sesa já iniciou a divulgação de informações relativas à Semana Epidemiológica 01 de 2026, indicando 384 casos suspeitos de dengue e 10 confirmações até o dia 7 de janeiro.

A preocupação com a saúde pública no estado não se restringe apenas à dengue. O mosquito Aedes aegypti, vetor comum de diversas arboviroses, também é responsável pela transmissão da chikungunya e da zika. Em 2025, a chikungunya apresentou um número significativo de casos, com 11.560 notificações e 6.090 confirmações, resultando em 8 óbitos.

O vírus zika, por sua vez, demonstrou um comportamento distinto, com 207 notificações registradas, mas sem nenhum caso confirmado durante o ano passado. Essa dinâmica sugere a necessidade de monitoramento contínuo e estratégias de controle adaptadas a cada enfermidade.

Adicionalmente, o relatório da Sesa trouxe à tona a incidência do vírus Oropouche no Paraná. Ao longo de 2025, foram contabilizadas 179 notificações, com 150 casos confirmados, destacando a complexidade do cenário epidemiológico estadual.

Estratégias de Combate e Prevenção na Mira

A expressiva quantidade de casos de dengue e chikungunya em 2025 levanta um alerta crucial sobre a efetividade das medidas de controle do vetor. A proliferação do Aedes aegypti está diretamente ligada a fatores ambientais, climáticos e, sobretudo, à colaboração da população na eliminação de focos de reprodução do mosquito.

Autoridades de saúde reiteram a importância da vigilância contínua e de ações intersetoriais para mitigar o impacto dessas doenças. A mudança na contagem do ano epidemiológico pode, paradoxalmente, servir como um divisor de águas para uma análise mais focada e para a recalibração de estratégias de prevenção e controle.

O Papel da Comunidade na Luta Contra as Arboviroses

Ações como a limpeza de quintais, a correta armazenagem de água e a eliminação de recipientes que possam acumular água parada são fundamentais. A conscientização da população é um pilar indispensável na erradicação dos criadouros do mosquito, complementando as iniciativas governamentais.

O enfrentamento eficaz das arboviroses exige uma abordagem multifacetada. Investimentos em pesquisa, desenvolvimento de novas tecnologias de controle vetorial e a capacitação de profissionais de saúde são componentes essenciais para garantir a saúde pública e reduzir a carga dessas doenças.

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