A Prefeitura de Curitiba intensifica os esforços contra a proliferação do mosquito Aedes aegypti, vetor de doenças como dengue, zika e chikungunya, com a realização de mutirões de limpeza e conscientização em diversas regionais da cidade. A iniciativa, parte do programa “Curitiba sem Mosquito”, visa a eliminar criadouros do inseto e educar a população sobre práticas preventivas.
O foco principal das ações recai sobre a eliminação de recipientes que possam acumular água parada, ambiente propício para a reprodução do mosquito. Agentes de saúde visitam domicílios, orientando os moradores sobre a importância do descarte correto de materiais inservíveis e entulhos.
Paralelamente à fase educativa, equipes municipais realizam o recolhimento de objetos e materiais que podem se tornar potenciais focos do vetor. Essa logística integrada envolve a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, responsável pela coleta e destinação adequada dos resíduos.
O programa já demonstrou sua eficácia em ações anteriores. Somente nos dois primeiros meses do ano, mais de 100 toneladas de materiais foram recolhidas em diversas regiões, evidenciando a dimensão do problema e a necessidade contínua de engajamento comunitário.
Expansão e Foco Regionalizado
Em março, a mobilização atinge as regionais Cajuru, Portão, Santa Felicidade e CIC, abrangendo dezenas de quarteirões em cada área. A estratégia adota uma abordagem granular, concentrando esforços em bairros específicos, com base no histórico de casos e na identificação de áreas de maior risco.
Na Regional Cajuru, por exemplo, três mutirões estão programados, com ações de orientação seguidas de recolhimento de entulhos em áreas próximas a Unidades de Saúde como Solitude, Lotiguaçu e Alvorada. O objetivo é cobrir um número significativo de domicílios e garantir a limpeza completa.
A Regional Portão também recebe atenção especial, com foco na área de abrangência da Unidade de Saúde Santa Quitéria I. A ação mobiliza agentes e equipes de coleta em um cronograma específico para a região, visando cobrir 23 quarteirões.
Em Santa Felicidade, o mutirão passará por 30 quarteirões na área da Unidade de Saúde Pinheiros. Na CIC, a ação se concentrará em 16 quarteirões na abrangência da unidade Caiuá, reforçando a cobertura em áreas com alta densidade populacional.
Essa descentralização permite uma resposta mais ágil e direcionada às particularidades de cada região, otimizando os recursos públicos e aumentando o impacto das ações preventivas. A participação ativa da população é um pilar fundamental para o sucesso dessas iniciativas.
Orientações Essenciais e Limites de Coleta
Para que os mutirões sejam eficazes, a colaboração da comunidade é indispensável. Os moradores são instruídos a colocar os entulhos do lado de fora de suas residências nas datas designadas para o recolhimento. Materiais de menor porte devem ser devidamente ensacados.
A lista de materiais aceitos para coleta inclui objetos inservíveis como móveis e eletrodomésticos antigos, materiais recicláveis (plásticos, metais, vidros), pneus, resíduos orgânicos e restos vegetais embalados. Essa diversidade de itens coletados visa abranger uma gama ampla de potenciais criadouros.
É crucial, contudo, que os cidadãos estejam cientes dos materiais que não são recolhidos durante os mutirões. Resíduos de construção civil de grande porte ou peso, resíduos orgânicos e vegetais não embalados, e materiais perigosos como lâmpadas fluorescentes, medicamentos vencidos, pilhas e tintas, exigem descarte em locais específicos e não devem ser deixados nas ruas para coleta municipal.
A correta separação e o conhecimento sobre o que pode e o que não pode ser descartado nos mutirões são essenciais para otimizar o trabalho das equipes e garantir a efetividade das campanhas de combate à dengue. A Prefeitura reitera a importância da informação para a saúde pública.






