Cronograma após incêndio e locais das aulas são divulgados

🕓 Última atualização em: 05/04/2026 às 19:07

Um incêndio de grandes proporções atingiu na tarde de sábado o Instituto Estadual de Educação Dr. Caetano Munhoz da Rocha, em Paranaguá, resultando na interdição completa do edifício histórico. As chamas, que iniciaram por volta do meio-dia e foram controladas no final da tarde, consumiram parte da estrutura, exigindo atuação conjunta do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e diversas outras entidades.

A Secretaria de Estado da Educação (SEED) assumiu a coordenação imediata das ações, com foco na segurança da comunidade escolar e na organização da continuidade das atividades pedagógicas.

A prioridade inicial foi garantir a segurança do local, com equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) e da Defesa Civil atuando no combate aos focos de incêndio e na análise dos riscos iminentes.

Devido à extensão dos danos, as aulas foram suspensas nesta segunda-feira (6). A data foi definida para que equipes da gestão e infraestrutura possam planejar e implementar soluções de atendimento temporário para os cerca de 1.500 estudantes da instituição.

Professores e funcionários terão um momento de acolhimento no Núcleo Regional de Educação (NRE) no período da tarde. O encontro servirá para apresentar as propostas de organização e alinhar as estratégias para o período de transição.

Ações Emergenciais e Reconstrução

A gestão do Instituto, em conjunto com representantes do NRE, do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar) e da Defesa Civil, realizou visitas técnicas ao local neste domingo (5). O objetivo foi avaliar a extensão dos prejuízos e iniciar o planejamento das próximas etapas.

Uma força-tarefa foi mobilizada desde o momento do sinistro, envolvendo diretores de diversas instituições de ensino da cidade. O objetivo é garantir que o processo de reorganização ocorra de forma integrada e ágil, minimizando o impacto educacional.

O Corpo de Bombeiros deve emitir um laudo técnico nos próximos dias, que servirá de base para a perícia oficial e para as ações de recuperação do prédio. Com base nesse documento, o Fundepar definirá as intervenções estruturais necessárias, seguindo todos os parâmetros de segurança.

A utilização de um drone com tecnologia termal auxiliou na identificação de pontos críticos de calor durante o combate ao incêndio, otimizando a atuação das equipes de segurança e resgate.

A Polícia Científica já montou uma equipe para a coleta de vestígios e condução da perícia. Paralelamente, a Polícia Civil iniciou as investigações, reunindo depoimentos e analisando imagens de câmeras de segurança para apurar as causas do incêndio.

O incêndio mobilizou um efetivo considerável, com 45 bombeiros militares, brigadistas de empresas locais e da Portos do Paraná, além de caminhões-pipa da Prefeitura. A atuação conjunta foi fundamental para controlar as chamas.

Responsabilidade e Continuidade do Ensino

O Secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, assegurou o compromisso do governo em garantir que nenhum estudante fique sem atendimento educacional. “Estamos trabalhando desde os primeiros minutos após o incêndio para garantir que nenhum estudante fique sem atendimento. A prioridade é preservar a segurança da comunidade escolar e organizar a retomada das aulas com responsabilidade e rapidez”, declarou.

Miranda destacou a importância de manter a comunidade escolar unida e acolhida durante este período desafiador. A gestão tem trabalhado ativamente para oferecer suporte e soluções eficientes.

O chefe do Núcleo Regional de Educação de Paranaguá, Paulo Penteado, enfatizou o caráter coletivo da resposta ao incidente. “Desde sábado estamos em diálogo com as direções e acompanhando de perto cada etapa do processo”, disse.

O objetivo é assegurar a continuidade das atividades de forma organizada e integrada, demonstrando a capacidade de resiliência do sistema educacional frente a adversidades.

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