Uma nova onda de calor está se formando e deve atingir diversas regiões do Brasil, com destaque para o Sul e Mato Grosso do Sul. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas prevendo temperaturas que podem alcançar 39°C em algumas localidades. A elevação térmica mais acentuada está prevista para ocorrer entre a terça-feira (27) e a quarta-feira (28) de janeiro, impactando o cotidiano de milhões de brasileiros.
No Paraná, a expectativa é que os termômetros registrem máximas próximas a 35°C em diversas cidades. Essa onda de calor intensifica-se após um breve período de temperaturas mais amenas no estado, que agora se prepara para enfrentar dias significativamente mais quentes.
O fenômeno se alinha a alertas meteorológicos que indicam a possibilidade de eventos extremos de temperatura, conforme a definição da Organização Meteorológica Mundial (OMM). Segundo estes critérios, uma onda de calor é caracterizada por um aumento de pelo menos 5°C acima da média histórica, mantendo-se por cinco dias consecutivos ou mais.
O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) corrobora as previsões, apontando um aumento expressivo nas temperaturas a partir de segunda-feira (26). As regiões Noroeste e Oeste do estado são as que mais devem sentir o impacto, com termômetros podendo atingir os 36°C.
Entretanto, as previsões indicam um possível retorno de instabilidades atmosféricas em todo o Paraná já na quarta-feira (28), com a possibilidade de ocorrência de temporais isolados, especialmente na região Norte.
O calor mais intenso no Paraná concentrar-se-á nas áreas do Oeste, onde as máximas podem superar a média histórica de janeiro – que gira em torno de 30°C a 31°C – em até 5°C. Cidades como Cascavel, Guarapuava e Pato Branco estão entre as mais afetadas, com a tendência de temperaturas elevadas se prolongando por aproximadamente quatro dias nessas localidades.
No Rio Grande do Sul, as projeções são ainda mais alarmantes. O Inmet não descarta a possibilidade de uma onda de calor clássica, com temperaturas que podem ultrapassar os 38°C, especialmente no centro e sul do estado, estendendo-se até o final de janeiro.
Impactos e Recomendações em Cenários de Calor Extremo
A persistência de altas temperaturas representa um sério desafio para a saúde pública, exigindo a adoção de medidas preventivas e de conscientização. A exposição prolongada ao calor extremo pode levar a quadros de desidratação, insolação e outras complicações, especialmente em populações vulneráveis como idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas.
Diante desse cenário, é fundamental que a população siga as orientações dos órgãos de saúde, como manter-se hidratado, evitar a exposição solar nos horários de pico, utilizar roupas leves e frescas, e buscar ambientes climatizados sempre que possível. A infraestrutura urbana e os sistemas de saúde também precisam estar preparados para lidar com o aumento da demanda por atendimento médico relacionado ao calor.
Santa Catarina também sentirá o impacto do calor, com elevação das máximas, principalmente no centro-oeste. Cidades como Chapecó e São Miguel do Oeste poderão registrar entre 35°C e 36°C entre os dias 26 e 28 de janeiro.
No Mato Grosso do Sul, o aumento da temperatura começou mais cedo, a partir da sexta-feira (23), com previsão de persistência do calor por pelo menos quatro dias. O Oeste do estado deve registrar as maiores máximas, podendo chegar a 39°C.
A análise das previsões de desvio de temperatura máxima, que indicam áreas em tons de laranja e vermelho onde as temperaturas estarão acima da média histórica, reforça a extensão e a intensidade do fenômeno. Tons vermelhos específicos sinalizam locais onde o calor poderá ser 5°C a 7°C superior ao esperado para esta época do ano.
A Conexão entre Ondas de Calor e Mudanças Climáticas
Estudos científicos têm consistentemente apontado uma correlação direta entre o aumento da frequência e intensidade de ondas de calor e os efeitos das mudanças climáticas globais. O aquecimento do planeta, impulsionado pela emissão de gases de efeito estufa, altera os padrões de circulação atmosférica, tornando eventos extremos de temperatura mais prováveis e severos.
A gestão pública e as políticas voltadas para a mitigação e adaptação às mudanças climáticas tornam-se, portanto, cruciais. A elaboração de planos de contingência, o investimento em infraestrutura resiliente e a promoção de práticas sustentáveis são passos essenciais para minimizar os impactos de eventos climáticos extremos como as ondas de calor que estamos presenciando, garantindo maior segurança e bem-estar para a população.






