Apagão deixa 3600 casas no escuro

🕓 Última atualização em: 02/02/2026 às 14:45

Um temporal com ventos fortes causou interrupções significativas no fornecimento de energia elétrica e impactou o trânsito em diversos bairros de Curitiba no último domingo. De acordo com a Copel, mais de 3,6 mil unidades consumidoras permaneceram sem luz na manhã de segunda-feira, com equipes trabalhando na substituição de postes, cabos e equipamentos danificados. A companhia não especificou o tempo total de interrupção para os clientes afetados nem um prazo para a normalização completa.

A região centro-sul e oeste da capital, incluindo bairros como Água Verde, Vila Izabel, Batel, Portão, Novo Mundo e CIC, foram as mais atingidas pelos ventos que chegaram a 72 km/h. A queda de ao menos 21 árvores contribuiu para a extensão dos danos e a dificuldade no restabelecimento dos serviços.

A falta de energia afetou também semáforos em cruzamentos cruciais, gerando transtornos no fluxo de veículos. A prefeitura confirmou a ocorrência em 10 cruzamentos, ressaltando que alguns casos podem ter sido interrupções momentâneas. Exemplos como o cruzamento das ruas Coronel Dulcídio e Brasílio Itiberê, no Água Verde, foram citados pelos moradores.

O evento climático, provocado por um sistema de baixa pressão, trouxe consigo não apenas ventos fortes, mas também volumes consideráveis de chuva em curtos períodos. Estações meteorológicas registraram 10,8 mm na CIC e 6,8 mm no Portão em apenas 10 minutos, evidenciando a intensidade do temporal.

Rajadas de vento expressivas foram registradas em diversas partes da cidade, com medições que ultrapassaram os 70 km/h em alguns pontos, como no bairro Portão. Essas condições climáticas adversas demandaram um esforço conjunto de órgãos públicos e da companhia de energia para mitigar os impactos.

Previsão meteorológica aponta continuidade de instabilidade

O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) indicou que o período de instabilidade meteorológica deve se estender até a quarta-feira, com previsão de chuvas fortes, especialmente durante as tardes. A umidade vinda da região Centro-Oeste do Brasil e do Paraguai tem mantido a formação de nuvens de chuva sobre o estado.

As temperaturas devem permanecer elevadas, com máxima prevista de 27°C em Curitiba e Campos Gerais. No Litoral, o clima pode ser um pouco mais ameno devido à cobertura de nuvens. Regiões como Foz do Iguaçu e Cascavel podem atingir até 31°C.

Para a quarta-feira, a previsão é de intensificação de um sistema de baixa pressão sobre o Oceano Atlântico, o que pode trazer impactos mais significativos para o Litoral e a Região Metropolitana de Curitiba. Rajadas de vento mais persistentes são esperadas na capital, enquanto na Serra do Mar e nas praias, além do vento, a chuva pode apresentar acumulados expressivos.

A partir de quinta-feira, espera-se uma perda gradual da força dos ventos e das chuvas em todo o estado. O Interior paranaense já deve apresentar predomínio de sol. A sexta-feira, segundo o Simepar, marcará o retorno do tempo estável e a elevação das temperaturas em todo o Paraná, com sol predominante.

Reflexos na infraestrutura urbana e segurança pública

A recorrência de eventos climáticos extremos como o temporal recente em Curitiba levanta discussões sobre a resiliência da infraestrutura urbana. A queda de árvores e a interrupção no fornecimento de energia elétrica demonstram a vulnerabilidade de sistemas que não foram projetados para suportar tais intempéries com frequência.

É fundamental que as políticas públicas de planejamento urbano e gestão ambiental considerem cada vez mais esses cenários. A arborização urbana, por exemplo, deve ser pensada não apenas pela estética e qualidade do ar, mas também pela seleção de espécies mais adequadas e pela manutenção preventiva, visando minimizar riscos durante ventos fortes.

Adicionalmente, a robustez das redes de distribuição de energia elétrica é um fator crítico. Investimentos em tecnologia e infraestrutura, como a implementação de redes subterrâneas em áreas de maior risco ou a modernização dos sistemas de proteção, podem ser necessários para garantir a continuidade do serviço em face de eventos climáticos extremos.

A atuação das defesas civis e órgãos de resposta a emergências também se torna mais crucial. A capacidade de resposta rápida e coordenada é essencial para minimizar os danos à população, seja na remoção de obstáculos nas vias, no restabelecimento de serviços básicos ou no atendimento a pessoas desabrigadas ou em situação de risco.

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