Advogada coagia testemunha e se passava por profissional é detida

🕓 Última atualização em: 01/02/2026 às 18:27

Uma advogada foi presa no município de Marmeleiro, na região Sudoeste do Paraná, após descumprir determinações judiciais. A profissional estava proibida de exercer a advocacia, mas as investigações apontaram que ela continuou atuando na área, inclusive intermediando negociações em órgãos públicos e instituições financeiras. A detenção ocorreu em função do flagrante desrespeito às medidas cautelares impostas pela Justiça.

O caso teve início com uma denúncia formal do Ministério Público, que apurou a conduta da advogada em relação a uma testemunha de um processo judicial. Conforme apurado, a profissional teria coagido a testemunha, pressionando-a para que alterasse seu depoimento, visando beneficiar um cliente específico.

Essa ação configurou crime de coação no curso do processo. Após a denúncia, a advogada foi condenada e a Justiça determinou medidas restritivas. Uma das principais proibições impostas foi a de continuar exercendo a advocacia, justamente pelo risco iminente de reiteração criminosa e de utilização da profissão para fins ilícitos.

O Impacto do Descumprimento das Ordens Judiciais

Apesar da suspensão do exercício profissional e de outras medidas cautelares, a advogada flagrada teria ignorado completamente as determinações. As investigações indicam que ela não apenas manteve contato com clientes, mas também participou ativamente de tratativas, como a negociação de desbloqueio de contas bancárias e a resolução de pendências judiciais.

A conduta levantou suspeitas de que clientes poderiam estar sendo induzidos a erro, visando a obtenção de vantagens financeiras ou outras compensações indevidas. Essa atuação, para além do descumprimento direto da ordem judicial, também pode caracterizar o crime de estelionato e o exercício ilegal da profissão, com potenciais prejuízos para terceiros.

Diante da gravidade das infrações e da demonstração inequívoca de que as medidas cautelares não foram suficientes para inibir a conduta criminosa, o Ministério Público solicitou a decretação da prisão preventiva, que foi efetivada. A prisão visa garantir a ordem pública e impedir a continuidade das práticas ilícitas.

Novas Investigações e a Complexidade dos Crimes Apurados

A prisão da advogada abriu caminho para novas investigações. Um inquérito adicional foi instaurado para apurar outros delitos que podem ter sido cometidos pela profissional, especialmente no que tange à falsificação de documentos. Há fortes indícios de que um recibo, apresentado em um processo judicial, simulava a quitação de uma dívida alimentar de vulto significativo.

As apurações preliminares sugerem que a assinatura da vítima neste documento pode ter sido obtida de forma fraudulenta. A colheita da assinatura teria ocorrido sob um falso pretexto, com o objetivo claro de beneficiar clientes da acusada, configurando uma grave violação da boa-fé processual e da integridade do sistema judicial.

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *