R$ 10,7 mi para pesquisa desenvolvimento sustentável

🕓 Última atualização em: 17/03/2026 às 03:28

O Estado do Paraná consolida seu compromisso com o desenvolvimento sustentável através do lançamento do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Agenda 2030. A iniciativa, que conta com um investimento de R$ 10,7 milhões, visa integrar a produção científica e a inovação aos desafios propostos pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas em território paranaense.

A criação do NAPI representa um passo significativo para catalisar o trabalho de pesquisadores já atuantes em temas relacionados à sustentabilidade. A ideia é fomentar a colaboração entre diferentes instituições acadêmicas e de pesquisa, unindo expertises em prol de metas comuns e urgentes.

Este novo arranjo opera como uma rede interinstitucional, com o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) atuando como ponto articulador. Reunindo 111 pesquisadores de universidades públicas e federais, institutos e parceiros nacionais e internacionais, o NAPI concentra seus esforços prioritários nos ODS 11 e 14.

Foco em Cidades e Vida Marinha

O ODS 11, voltado para “Cidades e Comunidades Sustentáveis”, aborda diretamente questões como o crescimento urbano desordenado, a falta de infraestrutura adequada, a segregação social, a mobilidade e a degradação ambiental. As cidades são vetores estratégicos para a busca do desenvolvimento sustentável.

A iniciativa busca apoiar o Estado e os municípios na implementação de políticas que garantam acesso à habitação segura, sistemas de transporte eficientes e a proteção do patrimônio histórico e natural. O NAPI pretende disseminar o conhecimento científico para embasar tomadas de decisão.

Já o ODS 14, que trata da “Vida na Água”, adquire uma relevância particular no contexto paranaense, especialmente devido aos seus cerca de 100 quilômetros de litoral. A preservação e o uso sustentável dos oceanos e ecossistemas marinhos são cruciais para a economia local, impactando diretamente setores como a pesca e o turismo.

A compreensão aprofundada dos impactos ambientais nos ecossistemas marinhos é fundamental. A pesquisa científica permite mensurar problemas como a poluição e orientar a formulação de políticas públicas mais eficazes e baseadas em evidências concretas.

A atuação prática do NAPI Agenda 2030 inclui o apoio ao desenvolvimento urbano em 55 municípios, com capacitação de agentes locais e o desenvolvimento de uma certificação de “Cidade e Bairros Sustentáveis”, inspirada em modelos internacionais. Além disso, prevê a implantação de leis de assistência técnica para habitação de interesse social em 36 municípios.

No âmbito do ODS 14, o projeto visa mobilizar pesquisadores e educadores para disseminar a cultura oceânica nas escolas. Também buscará fornecer ao governo estadual ferramentas para monitorar o descarte inadequado de lixo no mar e desenvolver estratégias de mitigação, além de apoiar a expansão do saneamento em comunidades isoladas do Complexo Estuarino de Paranaguá.

O Papel da Ciência na Governança Pública

A articulação para a criação do NAPI Agenda 2030 é fruto de um esforço colaborativo iniciado em 2019, envolvendo a Superintendência Geral de Desenvolvimento Econômico e Social e o Tecpar. A expectativa é que o projeto contribua para a melhoria de indicadores e para a formulação de políticas públicas baseadas em evidências, não apenas no Paraná, mas em todo o Brasil.

O Tecpar, como proponente, assume o papel de facilitador na conexão entre as instituições, fortalecendo a formação, o engajamento e a disseminação do conhecimento científico. A consolidação de práticas de governança integrada é um dos pilares da iniciativa, visando a articulação entre os diversos setores da sociedade.

Essa abordagem colaborativa e integrada, com foco na territorialização dos ODS, posiciona o Paraná como um HUB de referência, alinhado à estratégia global da Local2030 Coalition, uma plataforma da ONU que reconhece o estado paranaense por seus trabalhos na implementação da Agenda 2030.

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