Professores Brigadistas Inscrições Abertas

🕓 Última atualização em: 05/03/2026 às 16:06

O Paraná consolida seu protagonismo nacional na segurança escolar com a nova edição do Programa Brigadas Escolares. A iniciativa, que une esforços da Defesa Civil Estadual, Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) e outras pastas, foca na capacitação de profissionais da educação para atuarem em situações de emergência no ambiente escolar.

Docentes e demais servidores da rede estadual e municipal, incluindo a educação especial, são convocados para participar deste programa de formação. O curso tem como objetivo prepará-los para prestar o suporte inicial até a chegada de equipes de socorro especializado, minimizando riscos e assegurando um atendimento mais eficaz.

A metodologia combina teoria e prática. A etapa de ensino à distância (EaD), com 60 horas de conteúdo, ocorrerá nos meses de março e abril. Em seguida, entre maio e junho, a fase prática, com 16 horas de treinamento ministrado por Bombeiros Militares, consolidará o aprendizado.

Desde sua implementação em 2012, o programa já certificou mais de 86 mil brigadistas escolares e realizou mais de 100 mil exercícios práticos. Essa extensa trajetória demonstra o compromisso contínuo do estado em disseminar uma cultura de prevenção, alcançando um número cada vez maior de estabelecimentos de ensino.

O reconhecimento nacional, em 2021, pelo Ministério do Desenvolvimento Regional, como exemplo de boas práticas em Defesa Civil na Escola, reforça a relevância e a eficácia da iniciativa paranaense. A meta anual é ampliar o alcance da formação, tornando as escolas ambientes mais seguros e resilientes.

A Estrutura do Programa e Seus Impactos

O Programa Brigadas Escolares, instituído como política de Estado em 2015, é um esforço coordenado entre a Coordenadoria Estadual da Defesa Civil, a Secretaria da Educação e a Secretaria da Segurança Pública, com o apoio fundamental do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná e do Instituto Fundepar.

O Fundepar desempenha um papel crucial na garantia da infraestrutura necessária para a atuação das brigadas. Investimentos em equipamentos, sinalização e adequações físicas são essenciais para que os servidores possam atuar com segurança e eficiência em cenários de risco.

A capacitação não se restringe apenas aos adultos. Alunos do Ensino Fundamental e Médio também são envolvidos ativamente em simulados de abandono, integrando o calendário escolar. Essas atividades, realizadas ao menos quatro vezes por ano, visam disseminar o conhecimento sobre segurança e prevenção em toda a comunidade escolar.

A coordenadora pedagógica do programa na Seed, Juliana Saldanha, enfatiza que o aprendizado transcende os muros da escola. Os alunos levam o conhecimento para suas famílias e amigos, multiplicando a consciência sobre segurança.

O Coronel Fernando Schunig, coordenador estadual da Defesa Civil, destaca o compromisso em assegurar o bem-estar da comunidade escolar, reiterando que a preparação anual das escolas é um diferencial reconhecido nacionalmente.

O Papel da Prevenção e da Resposta Imediata

A formação de brigadistas escolares é um pilar fundamental na estratégia de prevenção de acidentes e resposta a emergências nas instituições de ensino. O curso completo, que abrange teoria e prática, capacita os profissionais a identificar riscos potenciais e a aplicar os procedimentos corretos em situações como incêndios, vazamentos e outros desastres.

A agilidade na resposta inicial é crucial para mitigar danos e salvar vidas. Ao estar preparado, o brigadista escolar pode realizar ações de primeiros socorros, evacuação segura e combate inicial a princípios de incêndio, até a chegada de serviços especializados como bombeiros e SAMU.

Essa preparação contínua e a estrutura oferecida pelo programa garantem que as escolas paranaenses estejam mais aptas a enfrentar adversidades. O objetivo é claro: criar um ambiente mais seguro para estudantes e profissionais, promovendo a tranquilidade e o bem-estar de toda a comunidade educacional.

A ênfase na capacitação e na infraestrutura, conforme ressalta a diretora-presidente do Fundepar, Eliane Teruel Carmona, é uma prioridade permanente. A integração desses elementos fortalece a capacidade de resposta e assegura um ambiente mais protegido.

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