Parque Estadual Roberto Ribas Lange ganha mais área em Antonina e Morretes

🕓 Última atualização em: 20/01/2026 às 10:31

Expansão de Parque Estadual Fortalece Proteção da Mata Atlântica no Litoral Paranaense

Uma nova área de conservação foi incorporada ao Parque Estadual Roberto Ribas Lange, elevando a proteção de um ecossistema vital no litoral do Paraná. A expansão, oficializada por decreto estadual, abrange mais de 700 hectares de terras estatais adjacentes à unidade já existente, consolidando uma área de preservação contínua na Serra do Mar.

Essa ampliação representa um passo significativo na estratégia de conservação do estado, visando aprimorar a proteção da Floresta Ombrófila Densa Submontana, um bioma com características únicas e de alta importância ecológica.

A decisão reflete um compromisso renovado com a salvaguarda de espécies endêmicas e ameaçadas de extinção que encontram refúgio nesta região. A gestão da unidade expandida está sob a responsabilidade do Instituto Água e Terra (IAT).

Impactos e Benefícios Ambientais da Nova Fronteira de Conservação

A extensão territorial ampliada do Parque Estadual Roberto Ribas Lange contribui diretamente para a manutenção do equilíbrio hídrico e a prevenção da erosão do solo, fatores críticos em áreas de alta declividade como a Serra do Mar. A Mata Atlântica desempenha um papel crucial na regulação do ciclo hidrológico, garantindo a qualidade e a disponibilidade de água para as comunidades locais.

A biodiversidade encontrada nesta área é notável. Abriga uma vasta gama de flora, incluindo espécies como o cedro-rosa e o palmito, além de fauna diversificada, com registros que incluem diversas espécies de peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos, muitos dos quais são endêmicos ou ameaçados.

A proteção desses fragmentos florestais não apenas preserva a biodiversidade, mas também atua como uma barreira natural contra o desmatamento e a ocupação irregular, problemas recorrentes em ecossistemas sensíveis como a Mata Atlântica.

O aumento da área protegida é visto como um reforço na defesa da Serra do Mar paranaense. Unidades de conservação como esta funcionam como um escudo protetor contra atividades humanas predatórias, assegurando a integridade dos ecossistemas para as gerações futuras.

O Papel das Unidades de Conservação no Cenário Paranaense

O Paraná possui uma rede robusta de 74 Unidades de Conservação (UCs) administradas pelo IAT, totalizando mais de 26,5 mil km² de áreas protegidas. Essa capilaridade abrange diversos ecossistemas, desde campos naturais até formações florestais como a Floresta Ombrófila Densa, presente no Parque Roberto Ribas Lange.

A classificação dessas UCs em categorias como Uso Sustentável e Proteção Integral demonstra uma estratégia multifacetada para a gestão territorial, buscando equilibrar a conservação com o uso racional de recursos naturais e o desenvolvimento sustentável.

Essa malha de proteção ambiental no estado inclui ainda terras indígenas, unidades federais – com destaque para o Parque Nacional do Iguaçu –, unidades municipais e Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), compondo um mosaico de esforços em prol da preservação.

A expansão do Parque Estadual Roberto Ribas Lange se insere neste contexto maior, evidenciando a importância contínua de fortalecer a estrutura de unidades de conservação para garantir a resiliência ecológica e os serviços ambientais essenciais para a sociedade.

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