Paraná impulsiona ciência em 4 países com R$ 3,5 milhões

🕓 Última atualização em: 25/03/2026 às 23:23

O estado do Paraná deu um passo significativo na promoção da excelência acadêmica e científica com a destinação de R$ 3,5 milhões para impulsionar a colaboração internacional de suas sete universidades estaduais. A iniciativa visa estabelecer parcerias duradouras com instituições de pesquisa e ensino na China, Hungria, Nova Zelândia e Japão.

Este investimento, liberado por meio de um edital específico, prevê R$ 500 mil para cada uma das instituições de ensino superior estaduais. As universidades agora têm o prazo até o dia 24 de abril para submeter seus projetos, que deverão detalhar propostas de cooperação nas áreas de ensino, extensão e pesquisa.

A proposta é que essas colaborações se desenvolvam ao longo de até dois anos, com foco na geração de conhecimento e na troca de experiências. A medida consolida uma agenda diplomática e científica que tem sido articulada nos últimos anos por meio de missões oficiais do governo paranaense a esses países.

Essas missões foram fundamentais para estruturar acordos prévios com universidades, agências de fomento e ecossistemas de inovação. O diálogo bilateral também envolveu a recepção de pesquisadores e gestores acadêmicos estrangeiros em visitas técnicas às universidades paranaenses.

Aprofundando as Raízes da Ciência e da Inovação

O aporte financeiro provém do Fundo Paraná, um recurso constitucional gerido pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti). Uma parcela considerável do orçamento será destinada à oferta de bolsas-auxílio, facilitando o intercâmbio de estudantes de graduação e pós-graduação.

O objetivo é expandir o acesso a oportunidades de aprendizado em diferentes tradições científicas, o que, segundo a diretora de Ensino Superior da Seti, Maria Aparecida Crissi Knuppel, é “estratégico na formação profissional”. Essas experiências ampliam horizontes, aprofundam o conhecimento e fortalecem competências essenciais para atuar em um mundo cada vez mais interconectado.

Os projetos deverão abranger sete eixos temáticos centrais: agricultura e sistemas agroalimentares; saúde; clima e meio ambiente; educação, cultura e economia criativa; bioeconomia; materiais sustentáveis; e cidades inteligentes. Esta diversidade temática reflete o compromisso do estado em promover pesquisas que abordem os desafios contemporâneos.

A constituição dessas redes de cooperação internacional está em plena consonância com a Política Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação do Paraná (Pecti-PR) para o período de 2024 a 2030. O edital já identifica 18 instituições estrangeiras com as quais acordos de cooperação foram formalizados.

Destas, três estão localizadas na China, duas na Hungria, cinco no Japão e oito na Nova Zelândia, demonstrando uma capilaridade internacional já estabelecida. As bolsas-auxílio contemplarão mais de dez modalidades previstas nas normas do Fundo Paraná, garantindo flexibilidade e amplitude nas oportunidades.

A visão do secretário estadual da Seti, Aldo Nelson Bona, é que esta iniciativa representa um “marco na estruturação de uma política de internacionalização” para as universidades estaduais. Ele ressalta que o governo está convertendo acordos institucionais em projetos concretos, elevando o Paraná a uma “posição privilegiada no cenário internacional da pesquisa”.

Um Futuro de Colaboração e Sustentabilidade

Um dos requisitos cruciais para a aprovação dos projetos é a inclusão de mecanismos que garantam a sustentabilidade das ações e das redes de cooperação após o período de vigência dos recursos. A disseminação dos resultados gerados para a comunidade acadêmica e para a sociedade em geral é igualmente fundamental.

A intenção é assegurar que o conhecimento produzido e as parcerias consolidadas tenham continuidade e gerem impacto a longo prazo. Essa abordagem visa não apenas a criação de projetos pontuais, mas o estabelecimento de um legado de colaboração científica e inovação que perdure.

Essa perspectiva de continuidade é vital para transformar as oportunidades de intercâmbio em ferramentas duradouras de desenvolvimento. A formação de profissionais com visão crítica, capacidade de adaptação e repertório para inovar é um dos frutos esperados dessas interações globais.

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