MON leva arte inédita para Vila Velha

🕓 Última atualização em: 19/02/2026 às 01:15

A cultura ganha novos horizontes com a expansão do projeto “MON sem Paredes – Arte ao Ar Livre”.
A iniciativa, que já democratizou o acesso a obras de arte ao integrá-las ao ambiente externo do Museu Oscar Niemeyer (MON),
agora transcende seus limites e se instala no cenário natural do Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa.

Esta colaboração inédita entre o Governo do Paraná, por meio do Instituto Água e Terra e da Secretaria do Desenvolvimento Sustentável,
e o próprio MON, com a gestão da Soul Parques no parque, visa entrelaçar a arte contemporânea com a exuberância e a importância histórica
da unidade de conservação, tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Estado.

A proposta curatorial, assinada por Marc Pottier e com conceito de Fernando Canalli, convida artistas como Gustavo Utrabo,
Tom Lisboa, Kulykirida Menihaku, Sonia Dias, Denise Milan e Alexandre Vogler a criar intervenções que dialoguem diretamente com as
características geológicas e o imaginário do local.

A iniciativa sublinha um compromisso governamental em descentralizar as políticas culturais, promovendo a arte em
espaços diversos e tornando-a mais acessível a um público mais amplo. A diretora-presidente do MON, Juliana Vosnika, destaca
que este movimento representa um novo capítulo para o museu, explorando novas audiências e territórios.

Originalmente concebido em 2024, o “MON sem Paredes” buscou aproximar a arte do cotidiano das pessoas, com instalações
interativas que serviam como um convite permanente à fruição cultural, incentivando a visitação ao espaço físico do museu.

A arte como ferramenta de bem-estar e conexão

A relevância da arte para a saúde mental e o bem-estar geral tem sido cada vez mais reconhecida.
Profissionais de saúde, em um movimento que reflete a crescente compreensão científica, têm recomendado
visitas a espaços culturais como parte de terapias e programas de promoção da saúde.

Pesquisas nas áreas de psicologia, arteterapia e estudos culturais corroboram essa tendência, evidenciando
que a experiência artística pode atuar na redução do estresse, na estimulação de emoções positivas
e na promoção de um estado geral de bem-estar. A arte fortalece a identidade, o senso de pertencimento
e conecta indivíduos a narrativas coletivas e à memória.

O Parque Estadual de Vila Velha, um paraíso ecológico de singular beleza, com suas formações rochosas milenares e trilhas
de arenitos, oferece um pano de fundo excepcionalmente rico para essa integração artística. O local, historicamente conhecido
como Itacueretaba, evoca lendas e imagens de uma “cidade extinta de pedras”, inspirando reflexões profundas.

As formações rochosas, com contornos que remetem a taças, esfinges e animais, criam um ambiente propício para que os artistas
interpretem a paisagem e dialoguem com suas narrativas únicas. Essa simbiose entre arte e natureza visa proporcionar aos visitantes
momentos de pausa, desaceleração e reconexão interior, ampliando a experiência para além do contemplativo.

Ampliação do acesso e valorização do patrimônio

A expansão do “MON sem Paredes” para o Parque Estadual de Vila Velha representa um marco na estratégia de democratização cultural do Paraná.
Ao levar obras de arte para um local de grande apelo natural e histórico, o projeto não apenas amplia o acesso à arte, mas também
valoriza o patrimônio do estado.

O Museu Oscar Niemeyer, como um dos maiores museus de arte da América Latina, com um acervo de aproximadamente 14 mil obras,
colabora ativamente para que sua expertise em curadoria e difusão artística alcance novos públicos e regiões. Essa colaboração
reforça a importância de integrar diferentes esferas do conhecimento e da experiência humana.

O Parque Estadual de Vila Velha, um dos primeiros parques estaduais do Paraná, com suas formações de arenito, furnas e a Lagoa Dourada,
torna-se um palco dinâmico para a expressão artística. A iniciativa sublinha a visão de que a arte pode e deve florescer em múltiplos
ambientes, enriquecendo a vida das pessoas e fomentando um senso de comunidade e identidade cultural.

A integração da arte ao ambiente natural não só enriquece a visita ao parque, mas também oferece uma nova perspectiva sobre a relação
entre o homem, a natureza e a criação artística, promovendo um diálogo contínuo e inspirador entre o passado, o presente e o futuro
do patrimônio cultural e ambiental paranaense.

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