Mandirituba inaugura escola estadual com R$ 11,3 milhões

🕓 Última atualização em: 12/03/2026 às 19:38

Um investimento substancial em infraestrutura educacional marca um ponto de virada para o desenvolvimento de Mandirituba, na Região Metropolitana de Curitiba. A comunidade escolar celebra a inauguração de uma nova e moderna sede para a Escola Estadual Professora Mireille Maria Franco Zanon Machado, um projeto que totalizou R$ 11,3 milhões em recursos estaduais. A estrutura, que abrange 3 mil metros quadrados de área construída, foi concebida para atender às crescentes demandas por uma educação pública de qualidade em municípios que experimentam expansão populacional.

A edificação se destaca pela sua completude e modernidade. Conta com 10 salas de aula climatizadas, um auditório para eventos, biblioteca, anfiteatro, quadra poliesportiva coberta, laboratórios equipados e espaços administrativos e pedagógicos pensados para otimizar o processo de ensino-aprendizagem. Essa iniciativa reflete o compromisso do Governo do Paraná em oferecer ambientes de estudo dignos e propícios ao desenvolvimento pleno dos estudantes, abandonando gradualmente as antigas estruturas de madeira antes utilizadas.

A ampliação das instalações não visa apenas a melhoria das condições físicas, mas também a expansão do acesso à educação. Com a nova sede, a capacidade de oferta de vagas no Ensino Fundamental será significativamente aumentada. Paralelamente, a unidade viabilizará a implantação do Ensino Médio na região, atendendo a uma demanda latente dos bairros Lagoinha e áreas vizinhas, como Água Clara, Ganchinho, Botiatuva, Diamante, Colônia Lima, Colônia Retiro, Campestrinho, Vila Mandirituba e Campo do Capão.

O aumento populacional em Mandirituba, evidenciado pelo Censo do IBGE, que aponta um crescimento superior a 24% entre 2010 e 2022 – passando de 22,2 mil para uma estimativa de 27,4 mil habitantes –, torna a expansão da infraestrutura educacional uma necessidade premente. Atualmente, a rede estadual no município conta com mais de 3 mil alunos distribuídos em 124 turmas e quatro escolas estaduais, um cenário que demandava respostas concretas e investimentos em larga escala.

O impacto da transformação física no aprendizado

A transição para um ambiente escolar novo e amplo é vista com otimismo pela comunidade. Alunos, como Camile Domingues Ramos, do 9º ano, expressam a satisfação com as novas instalações, ressaltando a diferença entre a antiga escola e a moderna estrutura, que inclui uma quadra poliesportiva de qualidade. Essa percepção de melhora no espaço físico é um componente crucial para a motivação e o engajamento estudantil, elementos essenciais para o sucesso acadêmico.

Segundo relatos oficiais, antes da nova construção, o atendimento educacional no município ocorria em duas salas de aula e outros ambientes de um imóvel municipal, complementado por quatro salas de madeira alugadas. A nova unidade, com sua área significativamente maior e mais confortável, representa um avanço qualitativo para o atendimento da demanda estudantil em Mandirituba. Essa transformação visa não apenas a capacidade de abrigar mais alunos, mas também de oferecer um ambiente que promova maior bem-estar e concentração.

A política de investimento em infraestrutura escolar no estado tem buscado garantir que as unidades de ensino sejam espaços acolhedores e propícios ao desenvolvimento integral. A climatização de todas as salas, por exemplo, e a oferta de três refeições diárias aos alunos, são medidas que visam criar um ambiente de aprendizado mais equitativo e favorável, independentemente das condições socioeconômicas dos estudantes.

Inovações em gestão e sustentabilidade na construção

Um aspecto notável na execução da obra foi a participação do programa Mãos Amigas, uma iniciativa do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar). Este programa tem o objetivo de auxiliar na execução de serviços relacionados à infraestrutura escolar, otimizando recursos e acelerando a entrega de novas estruturas.

Na obra em Mandirituba, 18 pessoas privadas de liberdade colaboraram em tarefas como roçada de terrenos, limpeza de jardins e organização de mobiliário. Essa colaboração, além de contribuir para o andamento dos trabalhos, reforça o compromisso do Governo do Estado com a reintegração social e a oferta de qualificação profissional, alinhada à melhoria da rede pública de ensino. A iniciativa demonstra um modelo de gestão que busca sinergia entre diferentes pastas e programas governamentais para atingir objetivos comuns.

A participação de detentos em obras públicas, sob supervisão e com acompanhamento, configura-se como uma estratégia inovadora. Ela não apenas acelera a conclusão de projetos essenciais para a comunidade, mas também oferece uma oportunidade de trabalho e aprendizado para os envolvidos, promovendo a responsabilidade social e a dignidade. Essa abordagem contribui para um ciclo virtuoso, onde a melhoria da infraestrutura educacional se entrelaça com políticas de segurança pública e ressocialização.

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