IAT Unicentro fortalecem resgate fauna silvestre

🕓 Última atualização em: 28/03/2026 às 03:28

Um marco para a proteção da vida selvagem no Paraná foi estabelecido com a formalização de um convênio plurianual entre o Instituto Água e Terra (IAT) e a Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro). O acordo, que se estende por dois anos, visa fortalecer o atendimento a animais silvestres que sofreram algum tipo de vitimização no estado.

Este importante enlace institucional não se limita à renovação de um compromisso já existente. Representa um avanço significativo na capacidade de resposta a emergências envolvendo a fauna local, consolidando a Unicentro, em Guarapuava, como um polo estratégico de excelência.

A parceria é fundamental para o aprimoramento das ações de resgate e reabilitação, garantindo que animais vítimas de maus-tratos, atropelamentos ou outras adversidades recebam os cuidados especializados necessários para sua recuperação e eventual retorno ao ambiente natural.

Além do suporte técnico e científico proporcionado pela universidade, o Governo do Estado anunciou um investimento substancial de R$ 2 milhões. Esses recursos serão direcionados para a modernização e ampliação das instalações e equipamentos do Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) da Unicentro.

O aporte financeiro permitirá a aquisição de tecnologias de ponta, como aparelhos de raio-x e ultrassom, além de um arco cirúrgico. Tais implementações são cruciais para diagnósticos mais precisos e para a realização de procedimentos veterinários complexos, elevando o padrão de atendimento oferecido.

Expansão e Rede de Proteção à Fauna

A estrutura da Unicentro transcende seu papel atual como centro de referência individual. Ela servirá como o pilar fundamental para a expansão de uma rede integrada de Centros de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) em todo o Paraná. O modelo de sucesso de Guarapuava será replicado.

A iniciativa governamental prevê a criação de novas unidades em outras instituições de ensino superior estaduais, como a Universidade Estadual de Maringá (UEM), Universidade Estadual de Londrina (UEL) e Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Um centro em Curitiba também está em planejamento, com parceria da Sanepar.

Essa expansão visa descentralizar o atendimento e garantir que um maior número de animais receba assistência qualificada em diferentes regiões do estado. A articulação com universidades particulares e outras entidades habilitadas complementará essa rede, promovendo uma cobertura mais abrangente.

Os recursos para estas melhorias provêm de diferentes fontes. Parte significativa do montante é oriunda do Fundo Estadual do Meio Ambiente (FEMA), demonstrando o compromisso com a sustentabilidade e a conservação. Outra parcela importante advém de uma indenização paga pela Petrobras, decorrente de um incidente ambiental ocorrido no Rio Iguaçu, em Araucária, em 2000.

Em 2025, o Cetras da Unicentro registrou o atendimento a 574 animais vitimados, um número que reflete a urgência e a necessidade contínua destes serviços. A integração desta unidade ao plano estadual de expansão é vista como estratégica para o desenvolvimento e a padronização das práticas de conservação da fauna.

Mecanismos de Atuação e Denúncia

Os Centros de Apoio à Fauna Silvestre (CAFS) e os Cetras operam sob diretrizes claras, regulamentadas por instruções normativas. Sua função primordial é receber, identificar, triar e avaliar animais silvestres. O plano de tratamento veterinário é personalizado para cada indivíduo, buscando a recuperação.

A Instrução Normativa 06 de 2025 detalha os procedimentos para a destinação final dos animais. A prioridade máxima é a soltura em seu habitat natural, sempre que as condições permitirem. Quando o retorno à natureza é inviável, os animais são encaminhados a empreendimentos licenciados que garantem seu bem-estar.

A rede de apoio atual já conta com o Cetras de Guarapuava, cinco CAFS em parceria com centros universitários (Unifil, Univel, Unicesumar), o Parque das Aves em Foz do Iguaçu e a Prefeitura de Curitiba. Esta colaboração interinstitucional é vital para a eficácia das ações de proteção.

Em situações onde se avista um animal silvestre ferido, em perigo ou sendo vítima de atividades ilegais, a população tem canais diretos para acionar as autoridades. A Ouvidoria do Instituto Água e Terra e o Disque Denúncia 181 são os meios para relatar essas ocorrências.

A precisão na descrição da localização e dos fatos é fundamental para agilizar o atendimento. Quanto mais detalhes forem fornecidos, mais eficiente será a resposta das equipes especializadas, garantindo o socorro rápido e a proteção da vida selvagem em território paranaense.

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