DER pede free flow fora da cidade de Rolândia

🕓 Última atualização em: 03/02/2026 às 22:10

Uma decisão estratégica sobre a localização de um pórtico de cobrança automática em Rolândia, no Paraná, foi confirmada após articulações entre a Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEIL) e o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), em diálogo com a concessionária EPR. A medida visa otimizar a gestão do tráfego e mitigar impactos na malha urbana da região Norte.

A controvérsia centrava-se na instalação de uma nova estrutura de pedágio. Agora, o plano é realocar o pórtico, evitando sua presença dentro do perímetro urbano de Rolândia, uma preocupação levantada por moradores e autoridades locais.

A concessionária EPR, responsável pela operação do Lote 4 das novas concessões rodoviárias paranaenses, acatará a decisão. A empresa comunicará oficialmente a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) sobre a alteração do local de implantação.

O Lote 4 engloba um extenso trecho de 627,52 quilômetros de rodovias cruciais para o Paraná. Este pacote de concessões representa um investimento total de R$ 10,8 bilhões em obras de infraestrutura (Capex) e R$ 5,6 bilhões em conservação e serviços (Opex) ao longo do período de concessão.

Impacto Regional e Desenvolvimento Econômico

A extensão territorial abrangida pelo Lote 4 é significativa, conectando importantes polos regionais. As rodovias atravessam as regiões Norte, Noroeste e Oeste do estado, ligando Cornélio Procópio a Guaíra e Maringá a Nova Londrina. Este corredor logístico é vital para o escoamento da produção agrícola, pecuária e industrial.

Cerca de 33 municípios paranaenses serão diretamente impactados pelas obras e pela nova gestão da rodovia. A região, de grande importância estratégica para a economia do Paraná, demandava atenção especial na infraestrutura de transporte.

A assinatura do contrato entre o governo do estado e a concessionária EPR está agendada para o início de fevereiro. Contudo, a cobrança de pedágio não terá início imediato após a assinatura formal do acordo.

A concessionária terá um prazo de até 30 dias após a assinatura para iniciar os serviços de intervenção. Estes serviços incluem desde a recuperação do pavimento e aprimoramento da sinalização até a implantação de sistemas de drenagem e atendimento ao usuário. A disponibilização de ambulâncias, guinchos e equipes de inspeção de tráfego faz parte do escopo inicial.

A efetiva autorização para o início da cobrança de pedágio dependerá de aprovação da ANTT, que avaliará o cumprimento das exigências contratuais e a qualidade dos serviços prestados.

O Processo de Concessão e os Desafios da Infraestrutura

A recente concessão do Lote 4 insere-se em um plano mais amplo de modernização da infraestrutura rodoviária do Paraná. O objetivo é atrair investimentos privados para a melhoria e expansão da malha viária, garantindo maior segurança e eficiência logística.

A definição de locais para pórticos de pedágio é um ponto sensível que exige análise técnica aprofundada e diálogo com as comunidades locais. A interferência urbana pode gerar congestionamentos e impactar negativamente o cotidiano dos cidadãos. Por isso, a realocação em Rolândia demonstra uma preocupação com o bem-estar e a fluidez do tráfego.

O modelo de concessão busca transferir para o setor privado a responsabilidade pela execução de obras e pela manutenção das rodovias, em troca do direito de explorar economicamente a infraestrutura. Este formato visa a otimização de recursos públicos e a agilidade na entrega de melhorias.

A participação da ANTT no processo é fundamental para garantir que os contratos sejam cumpridos e que os usuários recebam os serviços prometidos. A agência reguladora atua como fiscalizadora, assegurando o equilíbrio entre os interesses públicos e privados.

A transição para um novo modelo de gestão em trechos rodoviários historicamente públicos envolve um planejamento cuidadoso para minimizar transtornos e maximizar os benefícios para a sociedade. A experiência de Rolândia serve como um estudo de caso sobre a importância da comunicação e da flexibilidade na gestão pública.

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