Copel G7 unem forças para setor produtivo

🕓 Última atualização em: 30/01/2026 às 00:05

O setor produtivo do Paraná, representado pelo G7, e a Companhia Paranaense de Energia (Copel) estabeleceram uma frente de trabalho conjunta para responder às crescentes demandas por fornecimento energético no estado. A iniciativa visa a formulação de soluções estratégicas, contemplando desde intervenções de curto prazo até planos de longo alcance, para atender às necessidades dos segmentos industrial, agroindustrial e cooperativista.

A parceria foi formalizada em uma reunião que reuniu o presidente da Copel, Daniel Slaviero, e as lideranças das principais entidades empresariais paranaenses. O encontro, realizado na sede da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (Fetranspar), marcou o alinhamento de objetivos entre a companhia energética e os principais motores da economia estadual.

“Compartilhamos o mesmo propósito: servir nossos clientes com eficiência e confiabilidade. Por isso, desenvolveremos um plano de ação abrangente, com respostas para os cenários imediatos e futuros”, declarou Slaviero, enfatizando a importância da colaboração contínua.

Estiveram presentes na reunião o vice-governador Darci Piana, além dos presidentes do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken; da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Edson Vasconcelos; da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Ágide Eduardo Meneguette; e da Faciap, Flávio Furlan. Cada representante apresentou as demandas específicas de seus setores, com foco primordial na agilidade do atendimento.

O vice-governador Piana destacou a relevância da proatividade, incentivando que grandes empreendimentos comuniquem seus planos de expansão à Copel antes da instalação. Essa medida visa garantir que a infraestrutura de energia seja dimensionada adequadamente para as futuras operações, evitando gargalos e instabilidades. Piana também ressaltou o suporte para a expansão da rede trifásica para propriedades rurais, mediante subsídios, e a importância do cuidado com a estabilidade da geração distribuída.

“O Paraná se prepara para uma das maiores safras de grãos de sua história, projetando mais de 30 milhões de toneladas. A energia é um insumo crucial para garantir o sucesso desta empreitada”, pontuou Ricken, do Sistema Ocepar, evidenciando a centralidade da questão energética para o agronegócio.

Novas conexões e a força do agronegócio

Um dos pilares da parceria recém-estabelecida será a presença da Copel em eventos de grande porte focados no agronegócio. A companhia anuncia sua participação no Show Rural Coopavel, que ocorrerá entre os dias 9 e 13 de fevereiro em Cascavel, no Oeste do estado. No local, um estande próprio estará à disposição com equipes técnicas para fornecer orientações sobre a conexão à nova rede trifásica, que já alcança 25 mil quilômetros em todo o Paraná, com 4,3 mil quilômetros dedicados à região Oeste.

Em paralelo, equipes da Copel se reunirão com representantes de entidades dos Sudoeste e Oeste para identificar as demandas locais específicas, seguindo o acordado na reunião do G7. Essa abordagem descentralizada visa garantir que as necessidades regionais sejam atendidas com precisão. Outros encontros com núcleos regionais da Fiep e eventos com cooperativas no interior do estado, como em Palmeira, Francisco Beltrão, Medianeira e Campo Mourão, também fazem parte do cronograma.

O presidente da Copel demonstrou compromisso com a análise individualizada das demandas apresentadas pelas entidades, buscando soluções específicas para cada caso. Foi sugerida uma reunião de retorno em um prazo de 90 dias para avaliar o progresso das ações. “A disponibilidade e o trabalho a ser desenvolvido estão claros. Reconhecemos a necessidade dos clientes por um tempo de resposta ágil e pela recomposição da energia”, afirmou Slaviero. A expectativa é de um avanço concreto nos processos em andamento.

Sérgio Malucelli, presidente da Fetranspar e coordenador do G7 na reunião, avaliou o encontro como produtivo. “A Copel compreendeu nossos desafios, e trabalharemos em conjunto para superar as dificuldades”, declarou Malucelli, otimista quanto aos próximos passos. A equipe da Copel presente incluía diretores de Distribuição, Operação e Manutenção, Comercial e Comunicação, evidenciando o alto nível de representação e comprometimento da companhia.

Avanços e os desafios da infraestrutura energética

A formação de grupos de trabalho entre a Copel e as representações do setor produtivo paranaense sinaliza um esforço concertado para aprimorar a infraestrutura energética do estado. A iniciativa busca endereçar não apenas as demandas imediatas de expansão e manutenção da rede, mas também antecipar e planejar os requisitos futuros, essenciais para o desenvolvimento sustentável da indústria, do agronegócio e das cooperativas.

A participação ativa de entidades como Fiep, Faep e Ocepar demonstra a importância estratégica da energia como um insumo produtivo. A demanda por fornecimento estável e adequado é um fator determinante para a competitividade e o crescimento desses setores. A criação de canais de diálogo diretos e a definição de prazos para avaliação de progresso sugerem uma nova dinâmica de colaboração público-privada, focada em resultados tangíveis.

A geração distribuída, embora seja uma fonte de energia cada vez mais relevante, apresenta desafios em termos de estabilidade da rede. O manejo adequado e a regulamentação clara são fundamentais para evitar oscilações que possam comprometer o fornecimento. A Copel, ao se comprometer a analisar os casos específicos e a buscar soluções, demonstra atenção a essas nuances técnicas e operacionais, essenciais para a manutenção da qualidade do serviço.

A iniciativa de prover subsídios para a extensão da rede trifásica para propriedades rurais é um exemplo de como políticas públicas e investimentos privados podem convergir para o desenvolvimento do interior. Essa medida tem o potencial de impulsionar a produtividade agrícola e integrar regiões antes limitadas pela falta de infraestrutura básica, fortalecendo o papel do Paraná como um dos principais polos do agronegócio no país.

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