A cena musical brasileira recebe com expectativa a mais recente empreitada de Chico Chico, artista que solidifica sua trajetória com o lançamento da turnê nacional “Let It Burn / Deixa Arder”. A proposta, que celebra seu novo álbum homônimo, promete uma imersão sonora que transcende rótulos, explorando uma fusão audaciosa de gêneros.
A curadoria musical do espetáculo reflete a ecleticidade característica do trabalho do cantor e compositor. A mistura de rock, com influências da eletrônica e vibrantes ritmos da cultura popular brasileira, sinaliza uma experiência artística visceral e contemporânea.
A nova fase de Chico Chico é marcada por uma parceria estratégica. O artista agora integra o casting da LAGOSTAe, empresa responsável pelo seu agenciamento e booking. A iniciativa visa ampliar o alcance e a circulação de seu trabalho por novos palcos e públicos.
“Chico é um artista novo, potente e autêntico, tudo o que acreditamos. Queremos levá-lo ainda mais longe”, declarou Diogo Damascena, presidente da LAGOSTAe, destacando o potencial da voz e da proposta artística de Chico. A turnê “Let It Burn / Deixa Arder” é vista como um reflexo dessa força criativa.
O álbum, distribuído pela gravadora Deck, oferece um panorama da jornada criativa de Chico Chico. Faixas como “Tanto Pra Dizer” revelam um lado mais romântico, explorado também em “Tempo de Louças” e na faixa-título.
A reinvenção de clássicos ganha espaço no repertório. Chico Chico apresenta releituras de “Vila do Sossego”, de Zé Ramalho, a emblemática “Girl From The North Country” de Bob Dylan, e “Four and Twenty”, originalmente de Stephen Stills, membro do icônico Crosby, Stills, Nash & Young.
O disco se aprofunda em influências diversas, desde o blues de “Two Mother’s Blues” até a milonga “Lugarzinho”, esta última enriquecida pelo bandoneon de Richard Scofano. O groove brasileiro se manifesta em “Hora H”, enquanto o gospel aparece em “Acaso Inevitável”.
A delicadeza melódica pontua canções como “Canção de Ninar” e “Rita e Luísa”, demonstrando a versatilidade do artista em transitar por diferentes nuances emocionais e sonoras.
A travessia artística de Chico Chico é ampliada com referências que mesclam a brasilidade a elementos do folk norte-americano. A colaboração em “Parabelo da Existência” com Josyara, Marcos Suzano e Carlos Malta evidencia um trabalho coletivo e rico em instrumentações.
O produtor Pedro Fonseca ressaltou a diversidade do álbum e a busca por arranjos que fossem fiéis a cada gênero musical explorado por Chico. Essa dedicação à sonoridade de cada estilo contribui para a coesão do projeto.
“Estou muito feliz com o álbum. Sinto como um trabalho coletivo, meu, do produtor Pedro Fonseca e dos músicos incríveis que participam”, comentou Chico Chico, expressando seu entusiasmo com o novo projeto e a expectativa pela turnê.
A Evolução Artística e o Legado
Chico Chico se consolida como um expoente da nova geração da música brasileira. Sua carreira, iniciada em 2015 com a banda 2×0 Vargem Alta, acumula marcos importantes. A canção “A Cidade” obteve reconhecimento com indicação ao Grammy Latino.
A parceria com Fran Gil na faixa “Ninguém” alcançou expressiva popularidade, ultrapassando 23 milhões de reproduções no Spotify e integrando a trilha sonora da novela “Vai na Fé”, da TV Globo. Essa visibilidade demonstra a capacidade do artista de dialogar com o grande público.
O álbum “Pomares”, lançado em 2022, foi também indicado ao Grammy Latino na categoria de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira. A faixa “Ribanceira” integrou a trilha sonora da novela “Pantanal”, consolidando sua presença em produções televisivas de grande audiência.
No mesmo ano, apresentou o registro “Ao Vivo na Macaco Gordo”. Em 2024, Chico Chico lançou o álbum “Estopim”, que deu nome a uma turnê bem-sucedida, incluindo uma apresentação no Rock in Rio.
Contexto e Recepção da Crítica
A nova turnê “Let It Burn / Deixa Arder” chega a Curitiba, marcando o início de uma série de apresentações pelo país. A escolha de Curitiba para o pontapé inicial demonstra a relevância do mercado cultural paranaense no circuito nacional de shows.
A inclusão de releituras de artistas consagrados em seu novo álbum é uma estratégia que dialoga tanto com a base de fãs já estabelecida quanto com novos ouvintes. Essa abordagem demonstra maturidade artística e a capacidade de Chico Chico em contextualizar sua obra dentro de um panorama musical mais amplo.
A expectativa da crítica e do público gira em torno da performance ao vivo e da transposição para o palco da diversidade sonora presente no disco. A produção musical elaborada e as colaborações de renome sugerem um espetáculo de alta qualidade técnica e artística.
A carreira de Chico Chico é um exemplo de construção sólida no cenário musical. A consistência na produção de álbuns conceituais e a busca por relevância em diferentes plataformas e projetos reafirmam seu lugar como um dos talentos mais promissores da música brasileira contemporânea.






