BRDE e RioFilme unem forças pelo audiovisual

🕓 Última atualização em: 10/03/2026 às 18:30

A articulação entre instituições financeiras de fomento e órgãos de fomento cultural ganha novo ímpeto com a intensificação de diálogos voltados ao fortalecimento do setor audiovisual. Recentemente, representantes do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e da RioFilme reuniram-se para discutir a ampliação de mecanismos de apoio a produções e iniciativas da economia criativa, com foco especial no Fundo Setorial do Audiovisual (FSA).

O encontro, realizado em Curitiba, reuniu dirigentes das duas entidades e representantes da área cultural do Paraná e da capital paranaense. A troca de experiências e a busca por cooperação em torno de linhas de financiamento e incentivo ao audiovisual foram os pontos centrais da pauta.

O BRDE, que atua como agente financeiro do FSA desde 2012, destacou sua experiência na operacionalização de chamadas públicas, formalização de contratos e acompanhamento técnico-operacional de projetos. A instituição enfatizou que o fomento à cultura deve ser encarado como uma estratégia de desenvolvimento econômico, capaz de gerar empregos, estimular a inovação e fortalecer cadeiras produtivas de valor agregado.

A RioFilme, por sua vez, apresentou um panorama da economia audiovisual no Rio de Janeiro e compartilhou reflexões sobre novos modelos de apoio às produções. A perspectiva é que a colaboração entre instituições públicas e agentes de fomento possa otimizar a capacidade de investimento e a sofisticação dos mecanismos de suporte ao setor.

O Papel Estratégico dos Fundos de Fomento

A atuação do BRDE no FSA se insere em uma trajetória mais ampla de gestão de instrumentos financeiros vinculados a políticas públicas. O banco acumulou expertise na administração de recursos direcionados, fundos e mecanismos de financiamento estruturados para setores considerados estratégicos para a economia, combinando capacidade técnica, segurança jurídica e controle operacional rigoroso.

Recentemente, o BRDE ampliou sua atuação ao se tornar agente técnico-financeiro do Fundo Estadual de Recursos Hídricos do Paraná. Este novo acordo com o Instituto Água e Terra (IAT) reforça a competência do banco na gestão qualificada de recursos públicos, abrangendo a administração do fundo, a gestão financeira dos valores arrecadados e os repasses para projetos aprovados.

Essas experiências demonstram a capacidade do BRDE em atuar como um elo essencial na execução de políticas públicas, transformando recursos em oportunidades de desenvolvimento setorial e econômico. A gestão eficiente desses fundos é crucial para garantir a sustentabilidade e o crescimento de áreas como o audiovisual e os recursos hídricos, ambas vitais para a sociedade.

A articulação com a RioFilme, portanto, aproximou instituições com frentes de atuação complementares. De um lado, uma referência em fomento ao audiovisual; de outro, um banco de desenvolvimento com consolidada experiência na estruturação financeira e gestão de fundos. Essa sinergia visa fortalecer políticas culturais e expandir as condições de financiamento do audiovisual, um setor que gera impacto econômico, empregos, inovação e difusão cultural.

O Impacto Social e Econômico do Audiovisual

O setor audiovisual, além de seu valor intrínseco como forma de expressão cultural e artística, demonstra um potencial econômico significativo. A cadeia produtiva envolve desde a concepção e roteirização até a produção, distribuição e exibição de filmes, séries e outros formatos audiovisuais.

Investimentos em audiovisual, como os proporcionados pelo FSA e articulados por instituições como o BRDE e a RioFilme, geram não apenas retorno financeiro, mas também um ciclo virtuoso de empregos qualificados, desenvolvimento tecnológico e fomento à indústria criativa. A capacidade de contar histórias locais para audiências globais, ao mesmo tempo em que se fortalece a identidade cultural, é um dos grandes trunfos deste setor.

É nesse contexto que a colaboração interinstitucional se mostra fundamental. Ao somar expertises e recursos, é possível criar um ecossistema mais robusto e acessível para criadores e produtores, garantindo que o talento brasileiro possa florescer e competir em um cenário internacional cada vez mais dinâmico. A democratização do acesso a mecanismos de fomento é um passo importante para a diversidade e a representatividade nas telas.

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