Araucária expõe inovações para agro paranaense

🕓 Última atualização em: 06/02/2026 às 13:14

A convergência entre ciência, tecnologia e o agronegócio paranaense tem encontrado terreno fértil para exposição e desenvolvimento. O cenário do Show Rural Coopavel, um dos mais importantes eventos do setor na América do Sul, tem se tornado uma vitrine estratégica para demonstrar o potencial inovador do estado, articulando esforços entre universidades, centros de pesquisa, setor produtivo e o governo.

Neste contexto, a Fundação Araucária tem desempenhado um papel fundamental, impulsionando iniciativas que visam não apenas a melhoria da produtividade agrícola, mas também a promoção da sustentabilidade e a geração de novas empresas de base tecnológica. A participação ativa em eventos como o Show Rural permite que a sociedade civil conheça de perto os resultados tangíveis dos investimentos em inovação e pesquisa.

O estande da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), com o apoio da Fundação Araucária, tem sido palco para a apresentação de uma gama diversificada de projetos. Estes esforços são organizados em Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (Napis), que representam uma estratégia pioneira de colaboração multidisciplinar.

Os Napis abordam desafios estratégicos para o Paraná, integrando competências científicas e tecnológicas. Entre as áreas contempladas estão a produção de alimentos saudáveis, a gestão de recursos hídricos, a conservação da biodiversidade, a exploração de recursos genéticos e a valorização de serviços ecossistêmicos. Projetos específicos como o Taxonline e o Sudoeste demonstram a capilaridade dessas pesquisas.

A relevância da erva-mate e a viticultura também são temas de pesquisa e inovação, materializados nos Napis Erva-Mate e Inova Vitis. A iniciativa Paraná Faz Ciência reforça o compromisso do estado com a disseminação do conhecimento científico e tecnológico em diversas frentes. Essa articulação visa fortalecer o ecossistema de ciência, tecnologia e inovação em todas as regiões paranaenses.

Avanços tecnológicos e soluções para o campo

O evento também tem dado destaque a empreendimentos que receberam apoio do Programa Centelha II. Essa iniciativa da Fundação Araucária é voltada para o fomento de novas empresas de base tecnológica, buscando inovações com impacto social e empresarial. A formação de uma cultura de empreendedorismo inovador é um dos pilares deste programa.

Um dos exemplos notáveis apresentados é o projeto Inova Monitoramento Ambiental. Ele desenvolveu uma estação de baixo custo para o monitoramento de odores, utilizando os conceitos de Internet das Coisas (IoT) e Cidades Inteligentes. O sistema é capaz de detectar gases traçadores, transmitir dados em tempo real e estimar a localização de fontes emissoras, podendo ser empregado de forma fixa ou móvel.

Essa tecnologia representa um avanço significativo para a gestão ambiental no setor agropecuário, permitindo uma resposta mais ágil e precisa a potenciais problemas de emissão. A integração de dados e a capacidade de análise em tempo real são cruciais para a tomada de decisões eficazes e para a promoção de práticas mais sustentáveis no campo.

Informação e manejo integrado de pragas

Outro ponto de destaque na programação foi o lançamento do site CigarrinhaWeb. Fruto de uma colaboração entre a Rede Paranaense de Agropesquisa e Formação Aplicada – Complexo de Enfezamento do Milho, a Fundação Araucária e o Sistema Faep, a plataforma visa combater um dos grandes desafios da cultura do milho.

A ferramenta oferece o acompanhamento semanal da presença e da população da cigarrinha-do-milho no Paraná. Ao ampliar o acesso à informação para produtores rurais e técnicos, o CigarrinhaWeb fortalece as estratégias de manejo integrado de pragas. Essa iniciativa público-privada é essencial para a sustentabilidade da produção de milho no estado.

A disponibilidade de dados atualizados e de fácil acesso é um componente vital para a tomada de decisão em campo. Ao fornecer um panorama sobre a incidência da praga, o site contribui diretamente para a redução de perdas e para a otimização do uso de defensivos, alinhando-se aos princípios de produção responsável e sustentabilidade na agricultura paranaense.

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