A Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep) deu um passo significativo em direção à **proteção ambiental e ao ordenamento territorial** na Região Metropolitana de Curitiba. A homologação de uma licitação marca o início da elaboração de um Plano de Proteção Ambiental e Reordenamento Territorial (PPART) para quatro Unidades Territoriais de Planejamento (UTPs) estratégicas.
<p>Essas áreas, cruciais por estarem situadas em bacias hidrográficas, desempenham um papel vital na **garantia do abastecimento público de água**. Elas funcionam como zonas de transição, moderando a pressão da ocupação urbana sobre áreas de preservação mais sensíveis, essenciais para a qualidade dos recursos hídricos.</p>
<p>A decisão de atualizar o planejamento destas UTPs surge da constatação de que as legislações que as instituíram, muitas datadas de 1999 e com poucas revisões desde então, não acompanham os desafios contemporâneos das cidades metropolitanas. A crescente urbanização e o surgimento de novas tecnologias demandam ferramentas mais modernas e eficazes para a gestão territorial.</p>
<h2>Avanços Tecnológicos para um Planejamento Inovador</h2>
<p>O novo plano se compromete a realizar um **amplo levantamento de campo**, empregando tecnologias de ponta como aerolevantamentos com laser (LiDAR). Essa abordagem permitirá um diagnóstico preciso e atualizado das dinâmicas urbanas, ambientais e socioeconômicas nas UTPs.</p>
<p>Modelagens de alta precisão e análises detalhadas da qualidade da água e do fluxo dos cursos hídricos, juntamente com o mapeamento de nascentes e áreas de preservação, formarão novas bases de dados. Essas informações serão disponibilizadas aos municípios, municiando-os com subsídios concretos para o planejamento urbano e para o atendimento de demandas cotidianas.</p>
<p>O Consórcio PPART 2025, composto pelas empresas Cobrape, Tese e Aerosat, venceu o processo licitatório, com um contrato de R$ 3.635.995,83 e um prazo de execução de 18 meses. A expectativa é que os trabalhos sejam concluídos até o final de 2027, alinhando-se ao Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado (PDUI) da região.</p>
<h3>Integração e Governança para a Sustentabilidade Hídrica</h3>
<p>A iniciativa reforça a importância do Sistema Integrado de Gestão e Proteção dos Mananciais (Sigprom), um instrumento fundamental para a governança das áreas de abastecimento metropolitano. O Sigprom articula políticas públicas, normas urbanísticas e ambientais, promovendo a atuação conjunta do Estado, municípios e sociedade civil.</p>
<p>Seu objetivo primordial é assegurar a proteção dos recursos hídricos, ao mesmo tempo em que orienta o planejamento territorial de forma integrada e sustentável. Essa abordagem colaborativa é essencial para mitigar pressões e garantir a resiliência dos ecossistemas hídricos frente ao crescimento urbano.</p>
<p>A UTP de Campo Magro, devido à sua completa inserção na Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Verde, que já passa por um processo de revisão específico, não será diretamente contemplada por este PPART. No entanto, a revisão do zoneamento ecológico econômico que a afeta garante que sua proteção e ordenamento também estejam em pauta.</p>






